fiteiro


nova vida para o fiteiro

Depois de bons meses ausente, comunico aos meus fiéis colaboradores a mudança de endereço do meu blog. O motivo foi a falta de espaço para atualizações, principalmente depois que inventei de publicar as fotos da viagem ao Peru das minhas férias de novembro passado.

Já estava na hora de abrir uma filial [a primeira, espero] e voltar a jogar na rede da internet considerações sobre livros, discos, filmes e até uns hai-kais meio caidaços. Fiteiro que se preza deve ter de tudo.

http://fiteirofilial1.zip.net 



Escrito por goethe às 18h03
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seu dotô me dê licença para uma história contar...

O principal motivo do fechamento do fiteiro desde o início do ano responde por estes quatro cadernos acima, publicados nos dias 7, 14, 21 e 28 de julho. A primeira data corresponde a um dos aniversários de nascimento de Virgulino Ferreira da Silva, que morreu no dia 28 do mês sete do ano da graça de 1938 mais conhecido internacionalmente como Lampião. Depois de uns bons quilômetros nas alpercatas e um punhado de boas entrevistas no embornal, penei para colocar no papel as pequenas histórias de sangue e heroísmo nas caatingas. Deixei pela trilha alguns erros de digitação, devo ter desagradado alguns dos mais puristas estudiosos do período, que muito me ajudaram, mas contribuí para que uma parte do público leitor de jornal se interessasse por uma história tão arcaica que surpreende pela proximidade do tempo. Viajar pelo interior do Nordeste é se deparar com muitos sobreviventes de uma época em que a polícia era tão mais bandida quanto os seguidores do homem nascido em Serra Talhada cujo sonho era ser vaqueiro quando crescesse. Nos próximos dias espero recontar a odisséia sem a pressão do horário de fechamento da edição. O dono do fiteiro agradece pela atenção dispensada.



Escrito por goethe às 05h38
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aqui quem fala é da terra

Espaço reservado para futura publicação...

Escrito por goethe às 18h12
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um instante, maestro

Fazia tempo que eu não visitava o fiteiro. Sumi logo depois que prometi que as atualizações seriam mais constantes... Um pouco de trabalho, um tanto de desleixo. Passei parte desse período de sumiço alimentando um ipod, feito um tamagochi musical. O bichim já está com 78 gigas de espaço ocupado, o que já garante pelo menos um mês de festa sem intervalo comercial. No mais, volto com a promessa de atualizar o estoque deste pequeno empreendimento. Quem acreditar, verá.


HAI-KAI DO JOBS
como é que pode
trocar os amigos
por um mero ipod?

p.s. bera e adriana: gracias a la vida.



Escrito por goethe às 23h54
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um pequeno quadro do irã

O que antes era vendido em quatro volumes agora está sendo oferecido em apenas uma brochura. Além da economia (de R$ 120 para R$ 40, em média), é uma excelente oportunidade de conhecer o trabalho de Marjane Satrapi antes da animação que deve entrar em cartaz nos cinemas brasileiros ainda neste ano. Persépolis Completo tem umas 300 páginas (falha grave da edição é não ter numeração delas, sendo necessário usar um marcador para não se perder depois) e conta a história da autora, que tinha dez anos de idade quando estourou a revolução islâmica, em 1979. É a chance de conhecer por dentro a sociedade persa, que fechou-se sob o véu da religião. Para quem quer conhecer o Irã além das ameaças de uma nova guerra nuclear.

O fiteiro volta em 2008 com a promessa de atualizações diárias. E que o céu não caia sobre nossas cabeças.



Escrito por goethe às 15h40
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então é natal e o que você fez?

O homem está bem longe

Da Natureza conhecer

Dos segredos da palavra

Como também, do seu poder

Do valor que tem a terra

No seu enorme proceder.

 

Como um ser abstrato

O homem vive na terra

Não sabe de onde veio

Em o ponto que se encerra

O seu pequeno caminho

Que qualquer pedra emperra.

 

Pensa ser absoluto

Mas não passa de um traste

O homem é um orgulhoso

No seu trépido arraste

Não há coisa neste mundo

Que não quebre ou não gaste.

 

...

 

O homem é desafeto

Na turvada idolatria

Não se convida a Jesus

Para a nossa alegria

Mas se chama pro comércio

Na manhosa fantasia.

 

PÁGINAS 1 e 12

 


 

Mesmo não sendo católico, tenho uma simpatia pelo menino. Lembro-me de ter sido um, tempos atrás. Feliz natal. São os votos do dono deste fiteiro.



Escrito por goethe às 12h32
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glub, glub, glub, submarino amarelo

Vinte e quatro horas depois do afundamento, o interior do S-5 permanecia uma tumba. A maioria dos tripulantes perdera a consciência ou caíra em estado de apatia tão profunda que apenas os peitos, que febrilmente se erguiam e afundavam, mostravam que estavam vivos. Alguns ainda tinham forças para arrastar-se até a sala da cana do leme, mas nenhum tinha esperança de conseguir cortar uma saída que prestasse. Dezesseis horas de perfuração, corte de arestas e uso de serra haviam produzido uma abertura ligeiramente triangular, de quinze centímetros de largura e vinte centímetros de comprimento. Com ferramentas adequadas e corpos vigorosos o suficiente, talvez pudessem criar uma saída de emergência em mais de vinte horas, mas não tinham essas vinte horas. O único consolo para alguns era que a saída tinha sido sua melhor chance - a única chance - e tinham dado o melhor de si para abri-la.

PÁGINAS 157 e 158

Para Kolesnikov e os outros 22 submarinistas ainda vivos dentro do Kursk, o fim foi misericordiosamente rápido. Quando, na noite de sábado, os níveis de dióxido e monóxido de carbono chegaram a porcentagens perigosas no interior do nono compartimento, os homens resolveram trocar as placas da unidade de regeneração do oxigênio do submarino. Nesse momento o compartimento estava às escuras, gelado, e sendo lentamente inundado. Enquanto recarregavam as placas, elas entraram em contato com a água e o óleo. Provavelmente um dos tripulantes, já bastante entorpecido, deixou cair uma das placas no chão, então muito alagado, do compartimento. Em teoria, essas placas só deviam ser trocadas usando-se luvas de borracha, sobre uma bandeja, na posição vertical e, de preferência, num ambiente seco. Na prática, portanto, tudo acontecia em condições completamente inadequadas, num compartimento naufragado e parcialmente inundado, exatamente quando as placas eram mais necessárias do que nunca. Uma simples gota de óleo que atinja a placa é suficiente para causar uma imediata reação química, e um incêndio. Reagindo com óleo e água, as placas imediatamente desencandearam uma série de faíscas e labaredas que atingiram a temperatura de 300º Celsius.

Três tripulantes tentaram proteger seus companheiros das chamas e acabaram com graves queimaduras no peito. Muitos sofreram queimaduras fatais. A máscara de oxigênio de um deles derreteu-se, colada ao rosto. Selando definitivamente o destino dos outros submarinistas, o fogo sugou o resto de oxigênio que ainda havia no compartimento. Rapidamente, os sobreviventes caíram em estado de inconsciência, envenenados pelo monóxido de carbono. A maioria não teve tempo nem de pensar em colocar suas máscaras. Posteriormente, os médicos russos fixaram a hora das mortes entre 19 e 20 horas de sábado, 12 de agosto.

Dmitri Kolesnikov, um dos tripulantes que tentou proteger seus companheiros das chamas, morreu com sua mão direita sobre o o bolso da camisa, em cima do coração. Dentro do bolso estava a mensagem para sua mulher, Olga. Quando seu corpo foi retirado do submarino, no dia 25 de outubro daquele ano, sua mão ainda estava na mesma posição. A mensagem era o seu último testemunho.

PÁGINAS 59 e 61

 


Em 12 de agosto de 2000, o submarino russo Kursk naufragou no Mar de Barents, causando a morte de 118 oficiais e tripulantes. No dia 1º de setembro de 1920, o submarino norte-americano S-5 ficou praticamente na vertical no litoral de Nova Jérsei por causa de um problema com uma válvula mal fechada. Depois de 36 horas, os 40 ocupantes conseguem ser resgatados após terem conseguido fazer uma abertura na parte do submarino que ficou acima do nível da água. Estas duas publicações da editora Landscape, que vem colocando uma série de livros-reportagem no mercado brasileiro, apresentam histórias de heroísmo e tecnologia, incompetência de governos e improvisações salvadoras. Pena que, entre as vítimas, esteja a língua portuguesa. A tradução nos dois livros é sofrível, com erros de concordância e outros naufrágios. Mas vale pelo assunto, principalmente para quem queria ser marinheiro e nunca aprendeu a nadar.



Escrito por goethe às 12h32
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fio de poesia nas quebradas do sertão

Esta bela caixa foi comprada numa banca de cordel no mercado popular de Aracaju. São 11 obras da vasta criação de Leandro Gomes de Barros e uma biografia rimada do maior poeta do gênero por Klévisson Viana, que com sua editora Tupynanquim, em Fortaleza, vem reeditando estes clássicos esquecidos. Com uma tiragem numerada de apenas 500 exemplares para colecionadores, é um excelente bilhete de entrada na obra de Leandro, o paraibano visionário que percebeu um grande mercado consumidor de poesia nas feiras do interior nordestino.

Leandro, por não cantar,

muitos livros escrevia:

publicando seus romances,

a sua fama crescia;

vendidos de feira em feira,

litoral, sertão, ribeira,

tinha certa a freguesia.

 

Leandro também criou

o folheteiro e o agente

pra revender sua lira;

foi um achado excelente!

Nessa genial manobra,

difundiu a sua obra

no seio de sua gente

 

Pois o agente fornecia

ao pequeno folheteiro,

vendedor de feira em feira

quase sempre aventureiro,

vendendo em todo o Nordeste

do litoral ao agreste,

em festa de padroeiro

Klévisson Viana



Escrito por goethe às 17h01
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uma passadinha em sergipe

Há exatamente um mês, quem vos digita estas atrasadas linhas esteve em Sergipe. Repleto em atrativos, o menor estado brasileiro em território não decepciona o turista, mesmo que este venha a trabalho, como no meu caso. A viagem agora exibida serve para duas finalidades: retomar as atividades do fiteiro e encerrar, com louvor, os trabalhos da minha câmera digital samsung Digimax 300 3.1 megapixels. Por isso, perdão para as fotos sem foco.

No mercado da capital Aracaju, a abundância de cajus e de porquinhos exibindo os cofrinhos.

Na verdade, Aracaju tem dois grandes mercados ligados entre si através de uma passarela. Nos dois prédios, muito artesanato, iguarias e lembranças para quem ficou em algum lugar.

Este monumento depredado em homenagem aos índios nem o guia soube dizer o que é. Imagem de um povo sem cabeça.

A catedral. Cinza sobre cinza.

Este prédio já abrigou de tudo: internato, liceu, bares e agora oferece artesanato. Meios para não justificar o fim.

Cidade relativamente recente, com menos de dois séculos de fundação, Aracaju tem um casario eclético e conservado.

Dos alto dos 60 metros de seu ponto mais acima do nível do mar, pode-se ver um dos mais recentes orgulhos de Aracaju: a ponte construtor João Alves. Devidamente cruzada diversas vezes em uma semana.

A orla de Aracaju tem uma das maiores faixas de areia que já vi. Esta aqui, defronte ao bar onde almoçamos, até que não é longe para se mergulhar. Pena que a aparência do mar não ajuda, pela falta de arrecifes. Tem areia até na água.

Nossa origem no barro.

De Aracaju até Canindé são cerca de 180 quilômetros, o ponto mais distante do estado. É de lá que se pode fazer um passeio de barco pelo rio São Francisco. São duas horas de travessia pelos cânions naturais.

O passeio é feito em catamarãs com serviço de bordo e uma trilha sonora de gosto duvidoso.

Sem pressa, dando tempo de ver a paisagem.

Nesse nicho fica uma imagem de São Francisco, retirada porque era época da festa do santo. Ele também merece se divertir.

Neste trecho, o barco faz uma parada estratégica para banhos e visita, numa canoa, a uma espécie de gruta natural.

Por R$ 2,00 você entra na canoa rezando para não virar. Mas a imagem compensa.

Pedra, samambaias e água parada. Agora é preciso voltar.

Parece cena de filme de piratas, mas nestas bandas só tinha cangaceiros. 

Para os que não sabem nadar e nem confiam em coletes salva-vidas, a chance de se banhar com a água do rio. Transposição é isso aí.

Para quem sabe nadar, uma profundidade de doze metros não é problema.

Outra opção de visita em Canindé é a usina de Xingó. Bom para acalmar crianças elétricas.



Escrito por goethe às 14h19
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a fronteira entre fé e fanatismo

Existe um lado negro na devoção religiosa, no mais das vezes ignorado ou negado. Como forma de motivar as pessoas a serem cruéis ou desumanas – como meio de fazer o mal, para usar o vocabulário dos devotos -, não pode haver força mais poderosa do que a religião. Quando o tema do derramamento de sangue por inspiração religiosa é suscitado, a maioria dos norte-americanos pensa imediatamente no fundamentalismo islâmico – algo até esperado em conseqüência do 11 de setembro de 2001. Porém os homens vêm cometendo atos hediondos em nome de Deus desde que a humanidade começou a acreditar em divindades, e existem extremistas em todas as religiões. Maomé não foi o único profeta cujas palavras foram usadas para justificar o barbarismo; não faltam exemplos históricos de carnificina contra inocentes, motivadas pelas escrituras, entre cristãos, judeus, hinduístas sikhs e até mesmo budistas. Muitos destes extremistas religiosos nasceram e cresceram aqui mesmo, são norte-americanos da gema.

A violência baseada na fé existia muito antes de Osama bin Laden e continuará a existir muito depois de ele desaparecer. Fanáticos religiosos como Bin Laden, David Koresh, Shoko Asahara e Dan Lafferty são comuns em todas as épocas, assim como outros tipos de fanáticos. Em qualquer atividade humana, uma parcela de seus praticantes se sentirá motivada a proceder com tal concentração e com paixão de tal forma exclusiva que essa atividade acabará por consumi-los completamente. Basta olhar, por exemplo, as pessoas que dedicaram suas vidas a se tornar pianistas de concerto ou escalar o monte Everest. Para alguns, o extremo encerra uma atração irresistível. E alguns desses fanáticos inevitavelmente se dedicarão a assuntos do espírito.

PÁGINAS 19 E 20

 

Joseph Smith não foi o único a fazer comparações entre os profetas fundadores do mormonismo e os do Islã. A maior parte de tais comparações veio de gentios que tencionavam denegrir os Santos e sua fé, mas certas similaridades inegáveis foram também assinaladas por simpatizantes da igreja de Joseph. Entre esses admiradores estava Sir Richard F. Burton, famoso libertino e aventureiro do século XIX que conhecia as culturas islâmicas por experiência própria. Ao visitar Salt Lake City pouco depois que os mórmons lá chegaram, Burton observou que o mormonismo, "assim como o Islã", afirmava ser "uma restauração, mediante revelação, da pura e primitiva religião do mundo". Em 1904, o conceituado erudito alemão Eduard Meyer passou um ano em Utah estudando os Santos, o que o levou a predizer: "Assim como a Arábia se tornaria a herança dos muçulmanos, também os mórmons virão a ser os herdeiros dos Estados Unidos". E em 1932, após reconhecer em um livro intitulado Revelation in Mormonism que as "semelhanças entre o Islã e o mormonismo têm sido mal interpretadas e exageradas", George Arbaugh mesmo assim prosseguiu afirmando: "O mormonismo é um dos desenvolvimentos mais inovadores e audazes na história das religiões. Suas reivindicações teocráticas agressivas, as aspirações políticas e o uso da força o fazem semelhante ao Islã".

PÁGINA 118


No início de 1830, um livro de 588 páginas passa a ser vendido ao preço de US$ 1,25. Seria a tradução de um texto sagrado escrito em placas de ouro, tesouro escavado por um homem chamado Joseph Smith, cuja localização teria sido sinalizada pelo anjo moroni (o mesmo que está no alto dos templos dos mórmons pelo mundo). O Livro dos Mórmons deu início a uma nova religião, que em menos de dois séculos criou um enclave dentro dos Estados Unidos e tem sua história marcada por massacres e radicalismos. Para não ser fechada pelo governo, a cúpula da igreja abriu mão, em 1890, do preceito 132 ditado por Smith: a poligamia. Houve deserções e agora pipocam as seitas fundamentalistas que determinam que as mulheres devem servir aos homens como reprodutoras. Pela Bandeira do Paraíso é uma investigação de 380 páginas escritas pelo jornalista Jon Krakauer, mesmo autor do best-seller No Ar Rarefeito (sobre o drama de uma escalada ao Monte Everest). Ele parte de um crime ocorrido em 1984 para contar a história do mormonismo, que cada vez mais terá influência na vida norte-americana. Um tema bem oportuno, porque há duas semanas um líder de uma seita fundamentalista mórmon começou a ser julgado por praticar a poligamia forçando meninas de 14 anos e a se casarem com homens da comunidade. A principal acusação, em resumo, é de estupro. E agora estréia no Brasil, pela HBO, a série Big Love, protagonizada por Bill Paxton, que trata justamente do cotidiano de uma família múltipla mórmon. Este livro foi comprado por R$ 8,99 no Carrefour da Torre. Na manhã seguinte ao início da leitura, zapeando pelo Telecine, no canal Cult estava passando a vida de Joseph Smith, em preto e branco. Filho dos Deuses mostra a fundação da igreja mórmon e as perseguições dos seus seguidores. Uma peça de campanha com nada de clássico. O radicalismo tem suas sutilezas.

Escrito por goethe às 10h45
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salgadinho sabor terra

A multinacional Pepsico, que comercializa salgadinhos sob a marca Elma Chips, lançou recentemente fatias fritas de mandioca e inhame. Resta saber se este mercado, formado majoritariamente por adolescentes, vai valorizar os sabores da terra.

 



Escrito por goethe às 11h21
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uma fera a gente tem que ser

Beco sem saída

(Silvio César)

 

Se sou educado

Duvidam da minha masculinidade

Se sou delicado

Perguntam se sou homem de verdade

Se estou sempre sozinho

Dizem logo que não gosto de mulher

Se tenho mil mulheres

A menina de família não me quer

 

Se ganho dinheiro

Todos vão dizer que não foi honestamente

Se não ganho nada

Sou vagabundo ou pouco inteligente

Num beco sem saída

A gente fica sem saber o que fazer

Uma coisa é certa

No meio das feras

Uma fera a gente tem que ser

 

Beco sem saída

beco sem saída

Beco sem saída...

 

http://rapidshare.com/files/57215474/12.Silvio_Cezar_-_Beco_Sem_Saida.mp3



Escrito por goethe às 08h33
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la vida de un pobre no vale na'

 

El Cilindro
(Ruben Blades )

 

Encontraron el cilindro y a su casa lo llevaron com cuidado, como a una bendicíon

 

Era Pascuas, y el cilindro su regalo, y los niños se encantaron con su aparición

 

Abrieron el cilindro y se maravillaron cuando vieron dentro un mágico color

 

Como una estrella, polvo de cielo, que alegraba su miseria con su luz

 

Sobre sus cuerpos lo restregaron, y lo adoraron como si fuera Jesús

 

Los vecinos se enteraron y curiosos visitaron "a la casa en que de noche sale el sol"

 

El cilindro y la familia fueron la mejor noticia de la Prensa, Radio y la Televisión

 

"Un milagro de Dios?"; "Otro Mago de Oz"; "Regalo de un Platillo Volador?"

 

Aquel cilindro, com el polvo de cielo que alegraba su miseria con su luz

 

Sobre sus cuerpos lo restregaron, y lo adoraron, como si fuera Jesús

 

La luz del cilindro fue menguando y al irse se fué apagando el amor que lo celebro

 

Uno por uno fuimos pagando el precio cruel de los que basan su felicidad en error

 

El gobierno explicó a través de expertos que, "los muertos fueron víctimas de radioactividad"

 

Le dieron una multa a un hospital local, "por botar substancias tóxicas en un área popular"

 

No hubo milagro, ni hubo justicia, y esa tragedia no es noticia ya

 

Ni aquel cilindro, con el polvo de cielo, que alegraba a la miseria con su luz

 

Ya no es noticia, esa tragedia de la Navidad sin el Niño Jesús

 

Nadie se acuerda de la familia que, brillando, murió en la oscuridad

 

El hospital pagó su multa, barata le salió la culpa, pues la vida de un pobre no vale na'

 

 

DownloadLink: http://rapidshare.com/files/55196113/Rub_n_Blades_-_Son_del_Solar_-_El_Cilindro.mp3


No dia 13 de setembro de 1987, uma cápsula do césio 137, manipulada por pessoas pobres em Goiânia, provocou a morte de quatro vítimas e outras 706 ficaram expostas a altas dosagens de radiação. Um acidente provocado pelo descaso das leis que ganhou repercussão mundial. Em 1992, no seu disco Amor y Control, em que "celebrava" os 500 anos da chegada de Colombo às Américas, o panamenho Rubén Blades incluiu El Cilindro entre as faixas, talvez a mais perfeita tradução do que ocorreu no Brasil. Nestes 20 anos da tragédia, a trilha sonora permanece.



Escrito por goethe às 13h15
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this must be the place

A capa deste DVD é apenas um plástico fosco, com letreiro clássico, que permite visualizar o colorido do disquinho. Mais um arranjo criativo de David Byrne, o cabeça da ex-banda Talking Heads. Ele gravou este show em 2005, aproveitando a acústica do templo religioso construído em Londres. É neste cenário que apresenta um repertório de 18 composições, pelo menos metade delas da época em que integrava o conjunto nova-iorquino que se antecipou à onda de abrir os ouvidos para os ritmos produzidos em outras partes do mundo. Tanto que, depois com sua gravadora Luaka Bop, Byrne ressuscitou Tom Zé e lançou discos de artistas angolanos, cubanos e venezuelanos. Com direito a instrumentos de corda, este DVD vale os R$ 12,90 gastos no supermercado Extra do Benfica. Pechincha, porque pela internet o preço passa dos R$ 45,00. Os únicos defeitos são a falta de legendas e a incompatibilidade do público com o ambiente. Apesar dos apelos de um Byrne descontraído, poucos tiveram coragem de sacudir o esqueleto em cenário tão solene.



Escrito por goethe às 19h54
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uma história feita de extremos

O alvorecer em 19 de fevereiro proporcionou a primeira visão do sol, e uma fileira de trenós logo se formou à porta do depósito de provisões. Levavam 1.800 quilos de víveres e equipamento, e certa quantidade de pele e gordura de leão-marinho para alimentar os cães, até que Cook encontrasse bois-almiscarados em grande número.

Às oito hora daquela manhã, a última corda foi amarrada e tudo estava pronto – oito trenós com carga total, puxados por 103 cães, conduzidos por Cook, Franke e nove esquimós, “escolhidos a dedo” entre um grande número de nativos que se ofereceram para acompanhá-los. Cook atribuía sua habilidade de “conquistar a amizade e a confiança dos nativos” ao fato de falar sua língua “o suficiente para discutir assuntos corriqueiros”. Também lhe fora útil, desde os primeiros dias no Ártico, ter se interessado por seus costumes e respeitado suas tradições.

As tribos esquimós do norte da Groenlândia não admitiam que a Terra fosse redonda. Em algum lugar da extremidade mais escura do mundo plano, um imenso prego fora cravado no gelo; por isso, “Grande Prego” era o nome que davam ao Pólo. Acreditavam que, de algum modo, esse prego gigantesco tinha caído e desaparecido e, uma vez que ferro era mais importante para eles do que ouro, reconheciam seu valor. Através da tradição oral, sabiam que homens brancos, falando várias línguas diferentes, empenharam-se na busca – em face da constatação do valor do prego -, e também era de seu conhecimento de que muitos desses homens jamais retornaram. Os próprios esquimós jamais saíam à procura do Grande Prego, pois sabiam muito melhor do que qualquer povo dos perigos das longas viagens através do gelo que cobria o oceano mais ao norte do mundo. Preferiam permanecer em terra ou próximo à terra, perto dos campos onde seria possível caçar, obtendo desse modo alimento e roupa. Era de caçar o que entendiam, e quando Cook lhes falou sobre novas terras onde o boi-almiscarado, cuja carne apreciavam, andava à vontade, encantaram-se. Além das ferramentas, armas e outros utensílios que Cook lhes oferecera por seus serviços, eram motivados a tomar parte na expedição em virtude da chance de descobrir novos campos favoráveis à caça.

Ao supervisionar a fileira de trenós que aguardava o sinal de partida, Cook sentiu o “coração disparar”, sabendo que chegara o momento de dar início à sua busca ao Pólo. Os caçadores também demonstravam entusiasmo pelo começo da jornada, e os cães meio selvagens, assimilando a energia dos homens reunidos, latiam, ansiosos por começar a puxar os trenós. Açoites estalaram no ar, e as equipes de cães avançaram.

PÁGINAS 211 E 212


Em 1909, dois norte-americanos anunciaram ao mundo que haviam chegado onde nenhum homem havia posto os pés antes: o Pólo Norte, jóia cobiçada entre os exploradores geográficos. O médico Frederick Cook alegava que atingira seu objetivo em abril de 1908. O engenheiro civil Robert Peary dizia que chegou na área em abril de 1909. Quem tinha razão? Neste livro de 347 páginas, o jornalista Bruce Henderson reconstitui a história desta rivalidade que resultou em perdas de vidas humanas, casamentos infelizes e campanhas de difamação. Com o apoio governamental e um marketing sem escrúpulos, Peary acabou ganhando as honras na época, apesar de não ter apresentado nenhuma prova de que realmente havia alcançado o Pólo Norte. Cook, que perdeu seu material utilizado na conquista pelo boicote do próprio Peary, viu a glória imediata transformar-se em infâmia. Só no final do século XX a situação se inverteu, com o reconhecimento tardio ao feito do médico. O degelo, enfim, começou.



Escrito por goethe às 13h29
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