balanço do carnaval

dois dias de trabalho
dois shows que valeram o recbeat (rogério skylab e nega gizza, que ainda trouxe mv bill)
seis caipirinhas
três latas de cerveja a R$ 2,00 cada
o último galo da madrugada visto da sacada do DP
348 meninas bonitas
1.495 marmanjos bêbados
uma gripe que me deixou ainda hoje cheio de catarro....
até que foi bom
Escrito por goethe às 20h34
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quarta-feira ingrata (antecipando o fim)

claro que depois do enquanto isso...
Escrito por goethe às 22h46
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e por falar em dogville...

... não é que o Magri tinha razão?
Escrito por goethe às 03h11
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agora sim, tem rumo outra vez (I)

A Ná Ozzetti (esta aí de cima) continua cantando, ganhou até aquele festival da globo que ninguém viu. O Luiz Tatit é professor da USP e lança seus disquinhos, sempre caprichando nas letras que são as mais inteligentes da nossa MPB. O irmão, Paulo Tatit, já colaborou com gente como Arnaldo Antunes e tem uma gravadora, a Palavra Cantada, que prioriza o público infanto-juvenil sem tratá-lo como descerebrado. O Hélio Ziskind é outro que capricha nesta linha, principalmente compondo os temas do Castelo Rá-Tim-Bum. Pois é, a turma do Grupo Rumo, que fez parte do foi chamado Vanguarda Paulista, no início da década de 80, está tendo todos os seus seis discos lançados em CD. Já não era sem tempo. Conheci o trabalho deles quase na mesma época, graças aos vinis que apareceram no interior do Ceará trazidos por irmãos meus que estudavam engenharia no Recife e que, por sua vez, ganharam de um cara que passou um tempo na extinta Casa do Estudante de Engenharia, na rua do Riachuelo. Além do Rumo, foi nessa leva que conheci Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Premeditando o Breque e Língua de Trapo. Com o Rumo foi identificação imediata. Queria ser poeta até para justificar o nome que carrego e vi que a simplicidade pode render um bom caldo. Vale a pena conhecer, principalmente o Rumo aos Antigos, onde o grupo resgata a originalidade de Noel Rosa e Lamartine Babo. Para mostrar que brasileiro já era genial desde outros carnavais. Release, música do Luiz Tatit que veio no disco Caprichoso já dá uma geral na história toda. Um samba com acompanhamento percussivo de boca.
Escrito por goethe às 03h02
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agora sim, tem rumo outra vez (II)

RELEASE (Luiz Tatit)
Nascido em 74 com uma biografia singular
Levava a bandeira de ser um grupo novo
Já tinha uma biografia razoável
O tempo passava e o grupo continuava novo
É singular!
(Em que ano foi?)
Por volta de 77 uma dica despertou
Um grande prazer pelos precursores
E foi um tal de ouvir 78 rpm
E foi uma mania de Noel e Lamartine
Um porre de música antiga todo dia
Que alegria! Que alegria!
E quando acabava o dinheiro
Daquele jeito que nem pro consumo
Um dizia: “eu arrumo”
(E ficou RUMO)
Formado por meninos
Que viviam muito mal
Gostavam muito de música
Mas sem tino comercial
Veio 81
E a primeira gravação
Não obstante
Ser um grupo estreante
Numa linha independente
Pôs dois discos no mercado
Que loucura! Que loucura!
Dois discos sem ter uma estrutura!
Veio 83
E novo disco, sim! Outra vez
E o grupo repetia que não ia mais parar
Parar, parar, não parava de gravar
E dito e feito
Foi um disco atrás do outro
Sem contar com alguns compactos
Que lançava só de gosto
Foi se tornando notável
Uma música vendável
Só que não tocava em rádio
E, situação constrangedora,
Tudo sem uma gravadora!
No mínimo, é um fenômeno!
Chegando em 2004 o grupo festejou
Os trinta anos de sua independência
E, pela primeira vez, nas rádios de audiência
E os locutores gritando:
“É um grupo novo!!!”
É singular!
(Em que ano que foi?
Escrito por goethe às 02h44
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chutando de bico

Beleza....
Mas são naturais?
Escrito por goethe às 02h11
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filosofia penosa (parte I)

POR QUE O FRANGO CRUZOU A ESTRADA?
TUDO É UMA QUESTÃO DE PONTO DE VISTA
PROFESSORA PRIMÁRIA: Porque queria chegar ao outro lado da estrada.
CRIANÇA: Porque sim.
POLIANA: Porque estava feliz.
PLATÃO: Porque buscava alcançar o bem.
ARISTÓTELES: É da natureza dos frangos cruzar a estrada.
NÉLSON RODRIGUES: Porque viu sua cunhada, uma galinha sedutora, do outro lado.
MARX: O atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe de frangos, capazes de cruzar a estrada.
MOISÉS: Uma voz vinda do céu bradou ao frango: “cruza a estrada!”. E o frango cruzou a estrada e todos se regozijaram.
AMIR KLINK: Para ir aonde nenhum frango jamais esteve.
MARTIN LUTHER KING: Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos serão livres para cruzar a estrada sem que sejam questionados seus motivos.
Escrito por goethe às 21h38
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filosofia penosa (parte II)
MAQUIAVEL: A quem importa o por quê? Estabelecido o fim de cruzar a estrada, é irrelevante discutir os meios que utilizou para isso.
FREUD: A preocupação com o fato do frango ter cruzado a estrada é um sintoma de sua insegurança sexual.
DARWIN: Ao longo de grandes períodos de tempo, os frangos têm sido selecionados naturalmente, de modo que, agora, têm uma predisposição genética a cruzar estradas.
EINSTEIN: Se o frango cruzou a estrada ou a estrada se moveu sob o frango, depende do ponto de vista. Tudo é relativo.
HEMINGWAY: “To die. Alone. In the rain”.
FHC: Por que ele atravessou a estrada, não vem ao caso. O importante é que, com o Plano Real, o povo está comendo mais frango.
GEORGE ORWELL: Para fugir da ditadura dos porcos.
SARTRE: Trata-se de mera faticidade. A existência do frango está em sua liberdade de cruzar a estrada.
MACONHEIRO: Foi uma viagem...
PINOCHET: El se fué, pero tengo muchos penachos de el en mi mano!
ACM: Estava tentando fugir, mas já tenho um dossiê pronto, comprovando que aquele frango pertence a Jorge Amado. Quem o pegar vai ter que se ver comigo.
Escrito por goethe às 21h36
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filosofia penosa (parte III)
FEMINISTAS: Para humilhar a franga, num gesto exibicionista, tipicamente machista, tentando, além disso, convencê-la de que, enquanto franga, jamais terá habilidade suficiente para cruzar a estrada.
MALUF: Não tenho nada a ver com isso. Pergunte ao Pitta.
NIETZSCHE: Ele deseja superar sua condição de frango, para tornar-se um superfrango.
CHE GUEVARA: Hay que cruzar la carretera, pero sin jamás perder la sua ternura...
BLAISE PASCAL: Quem sabe? O coração do frango tem razões que a própria razão desconhece.
SÓCRATES: Tudo que eu sei é que nada sei.
PARMÊNIDES: O frango não atravessou estrada porque não podia mover-se. O movimento não existe.
CAETANO VELOSO: O frango é amaro, é lindo, uma coisa assim amara. Ele atravessou, atravessa e atravessará a estrada porque Narciso, filho de anô, quisera comê-lo... ou não!
DORIVAL CAYMMI – Eu acho (pausa)... – Amália, vai ver lá pra onde vai esse frango pra mim, minha filha, que o moço aqui tá querendo saber...
CARLA PEREZ: Para se juntar aos outros mamíferos.
Escrito por goethe às 21h31
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é frevo, meu bem

Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor. E quem quiser saber o que vai rolar de melhor na programação do carnaval de Pernambuco pode dar uma consultada neste endereço aqui: http://www.agendinhadorecife.blogger.com.br. Tem dicas de gente que vai estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Quem tem fôlego que acompanhe. E bom carnaval, moçada!
Escrito por goethe às 04h54
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arte pelo prazer, prazer pela arte

Fazia um bom tempo que não adiava o fim da leitura de um livro por saber que seria a extinção de um prazer. Foi o que aconteceu com este No Bosque do Espelho, de Alberto Manguel, um argentino naturalizado canadense que escreve exatamente sobre o prazer da leitura. Esta coisa que você está exatamente fazendo neste momento. É uma coletânea que trata de assuntos diversos, sempre com citações de Alice no País das Maravilhas ou Através do Espelho. Um livro sobre livros. De autores de momentos distintos que tratam a palavra com a velha camarada de aventuras. Alberto Manguel já havia escrito Uma História da Leitura, onde também traça uma viagem deste hábito que nos fez evoluir. Ele tevea sorte de ser escolhido o leitor das obras preferidas de Jorge Luís Borges quando este estava velho e cego.
"Ah, não! Essa é forte, essa é demais!", gritou Humpty Dumpty,
preso de súbita ira. "Você andou escutando atrás das portas...
e atrás das árvores... e escondida nas chaminés... do contrário não
poderia saber nada disso!"
“Não, juro que não!”, explicou Alice, muito cordata. “Li num livro”.
ATRAVÉS DO ESPELHO, capítulo VI
Escrito por goethe às 04h45
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lembrando o malungo

Queria ter postado antes, mas o meu computador estava na lanternagem. Mas ainda vale falar de mais um ano sem Chico Science. Já tinha até feito um texto. Que vai agora.
Foi na noite de 2 de fevereiro de 1997 que o carro de Chico Science se espatifou em Olinda. O tempo passa rápido, tanto quanto estava o Fiat Uno que o Francisco de Assis pilotava. Lembro-me de ter visto aquele cara do chapéu de palha redondo, mais a turma do Nação Zumbi, num show do finado Projeto Seis & Meia. Eles abriram para, se não me falha a memória, Arrigo Barnabé. Ou terá sido Eduardo Dusek? Não me lembro, mas também não importa. Achei legal aquela mistura de guitarra com tambores, mas confesso que não percebi, naquele momento, que estava diante de uma fagulha de uma revolução musical. O resto a história se encarrega de conta. Como todos que tiveram contato com o desabrochar daquela flor do mangue, foi difícil acreditar naquela história que me contaram à noite. "O Chico Science morreu". E aí a ficha caiu. Mas vendo os meninos do Nação Zumbi se reinventando, a gente crê nas sete vidas do malungo. O Chico menino continua fazendo ciência. Basta a gente querer ouvir.
Escrito por goethe às 04h26
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quebrando um galho

Pelo horóscopo chinês, 2004 é o ano do macaco. Meu ano. Hora de colher o que foi plantado. E de ler o que está escrito em sites como o http://www.terra.com.br/esoterico/chines/capa_chines.htm
Macaco (Hóu)
Generosos e guiados pela emoção, os nativos do signo do Macaco têm muita facilidade de perdoar e de se adaptar a situações que, a princípio, poderiam lhe ser adversas. É justo e honrado em seus atos e relacionamentos, sendo extremamente jovial e bondoso, desde que não tentem dominá-lo ou prejudicá-lo de alguma forma. Nesses momentos, costuma explodir com facilidade, protestando veementemente.
Sua popularidade e seriedade fazem com que as portas se abram com relativa facilidade. Vaidoso, aprecia o conforto. No sexo, é o signo que mais importância dá ao assunto, tornando-o imprescindível em sua vida.
VIRTUDES: a simpatia constante, a intuição sempre muito desenvolvida. Franqueza, justiça e honradez, além do otimismo. Gosto pelo luxo e pelas facilidades.
DEFEITOS: o orgulho pode se tornar exagerado, magoando os outros, pois descamba para o menosprezo. Impulsivo, podendo apelar para a violência, quando provocado.
SAÚDE: este signo rege os músculos e a região do quadril, inclusive a parte superior das coxas.
Escrito por goethe às 04h19
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dúvidas súbitas

Conversa surgiu em mesa de bar, como sempre tem que acontecer. Voto pelo cachorro, até porque tenho uma, a da esquerda, para orientar melhor os confusos. Li em algum lugar que o cão é melhor porque você pode ter tido o pior dia do mundo que ele sempre vai estar lá feliz da vida com sua chegada. Também já tive gata, uma chamada perivalda (o nome era em homenagem a um jogador do Botafogo). Só lembro que ela foi colocada dentro de um saco para não saber como voltar para casa. O pecado dela foi de não fazer planejamento familiar. Depois das cervejas e caipiroscas, o resultado deu empate. Ninguém deu o braço a torcer. Pensando bem, como bom cachorro, eu prefiro gata mesmo.
Escrito por goethe às 03h48
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eu tenho uma camisa escrita eu te amo

O punk pode ser tão brega quanto o brega pode ser tão punk? Pelo menos com Wander Wildner é assim mesmo. O ex-Replicante gaúcho mostra bem isso nesta coletânea que está nas bancas, encartado na revista Outra Coisa, editado pelo Lobão. O disco Hits traz doze músicas das quatro obras lançadas pelo cara e vale a pena o investimento. Custa R$ 11,90. Só as duas primeiras faixas, Bebendo Vinho e Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro mostram o talento de Wilder. É garantir o seu. E mais comentários de discos legais você pode ver no http://www.lottacontinua.blig.ig.com.br
Escrito por goethe às 03h17
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nunca é tarde

Eu sei que estamos em fevereiro, mas aproveitando que já é carnaval e que o ano só começa mesmo após as cinzas, desejo um feliz ano novo. Que a gente possa rir de barriga cheia, porque saco vazio não fica em pé. E este blog está apenas começando...
Escrito por goethe às 03h01
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