rádio fiteiro nos embalos de sexta à noite

Wild Night
(Van Morrison)
As you brush your shoes And stand before the mirror And you comb your hair And grab your coat and hat And you walk, wet streets Tryin' to remember All the wild breezes In your mem'ry ever.
And ev'rything looks so complete When you're walkin' out on the street And the wind catches your feet And sends you flyin', cryin' Ooh-wee! The wild night is calling.
And all the girls walk by Dressed up for each other And the boys do the boogie-woogie On the corner of the street And the people passin' by Just stare in wild wonder And the inside juke-box Roars out just like thunder.
And everything looks so complete... The wild night is calling The wild night is calling Come on out and dance Come on out and make romance....
Escrito por goethe às 20h45
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hai-kai do primeiro de maio

feriado do trabalho:
prêmio de consolação
para os mais cansados
Escrito por goethe às 19h42
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still got the blues

O show do Blues Etílicos foi bom. Mas não posso afirmar categoricamente porque meus sentidos foram alterados pelos vários chopes grátis que entornei antes de ir ver o show. Nem sabia que era aniversário de Mikimba. Agora estou aqui, às vésperas de acordar, porque todas as minhas tentativas de duas semanas acabaram desagüando na manhã desta sexta-feira. Já era o esperado. Mas vai tudo acabar bem.
Escrito por goethe às 03h23
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não tenho tempo a perder

Trabalho num lugar onde o hoje é amanhã e o amanhã é hoje. Fuso horário confuso. Já devia ter me acostumado. Prazos curtos e cobranças constantes. Às vezes uma maldição, outras vezes um privilégio poder ir a todos os lugares e participar, mesmo que como testemunha ocular, da história de ricos e pobres. Escrevendo isso para dizer que, como das outras vezes, no final dá tudo certo. Mesmo que todo o esforço se resuma a página impressa com menos de 24 horas de validade. E minha mãe queria que eu fosse médico.
trilha sonora recomendada: time (pink floyd - the dark side of the moon)
Escrito por goethe às 18h16
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hai-kai balzaquiano

encontrei fios brancos
na minha barba rala:
velhice tarda mas não falha
Escrito por goethe às 18h00
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mais um filme que é uma porcaria...

Escrito por goethe às 01h36
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do lado de lá do mundo

Enquanto eu atualizava meu blog nesta madrugada descubro no meu MSN que minha amiga Gisele está conectada. Ela foi estudar inglês em Auckland, na Nova Zelândia. E fez um blog para comentar para os amigos e demais interessados como é a vida por lá. Agora é outono. Quem quiser saber mais, o endereço está aí ao lado. Eu recomendo. Bom dormir feliz sabendo que uma pessoa que você gosta está se dando bem.
Escrito por goethe às 01h33
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e novamente ele chegou...

Voltei com a camisa empapada de suor. Não fiz gol, fiz meio. Explico. Jogo empatado, sobrou uma bola no meio de campo, o goleiro tava adiantado. Acertei um chute. O goleiro teve que apelar e pegar a bola com a mão fora da área. Seria um golaço, por cobertura, mas acabou sendo pênalti que outro jogador converteu. Futebol está sendo a minha única atividade física. Por decisão própria. A vida é mesmo uma caixinha de surpresas.
Escrito por goethe às 00h51
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preparando a ressaca da sexta

Acabei de confirmar que vou receber dois ingressos para o show de amanhã dos Blues Etílicos no Downtown Pub. Entrada free para ouvir um som legal, entornar umas heinekens (pagando do meu bolso, é claro) e voltar pra casa fedendo a cigarro pra trabalhar de ressaca na sexta-feira. Exatamente o que preciso nesta semana.
Escrito por goethe às 19h13
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bip-bip
Uma correria só sem nenhum resultado prático hoje. Ainda resta o futebol à noite...
Escrito por goethe às 15h41
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everyday i have the blues...

Confesso. Sou perdulário. Não consigo controlar meus gastos com relação a conhecimento. Tenho até conta quinzenal em banca de revista. Se bem que estou tentando me controlar. Mas aí eu chego lá e encontro a National Geografic com esta capa. O finado Luther Allison mandando ver na guitarra. Aí tive que reabrir a cardenetinha de fiado. A matéria é de 1999, devidamente atualizada, mas muito boa e com fotos maravilhosas. Como tudo tem que ter fundo musical, lá fui eu ler o texto ao som dos grandes do blues. Coloco até embaixo uma listinha de capas de discos que foram resenhados no lotta continua. É só apertar Play...

"Tudo que existe sob o sol, tudo que se arrasta, voa e nada gosta de música. Mas nada se compara ao blues, pois é o único tipo de música que, juntamente com o ritmo e a melodia, transmite sabedoria" Willie Dixon
Tá lá na revista.
Escrito por goethe às 02h12
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você não quer acreditar...

Uma coisa puxa a outra. Tive que me forçar a dormir para acordar cedo. Viagem a trabalho. Deixei a TV ligada e acabei abrindo os olhos com um programa sobre o Clube da Esquina. Lá estavam os irmãos Márcio e Lô Borges, agora barrigudos, falando do quase movimento beatle-mineiro de três décadas atrás. Fiquei com vontade de ouvir Clube da Esquina. Levei-o dentro do meu discman para enfrentar a quase hora e meia de estrada. Antes, parada estratégica em posto de gasolina para comprar... pão de queijo. Da janela lateral do carro o canavial. Ouvindo o disco, não sei como não tinha ainda feito a resenha para o lotta continua. Gosto muito desta obra de Milton Nascimento, Lô, Beto Guedes, Wagner Tiso e mais uma porrada de gente boa. Lembro ainda do vinil, que valoriza a bela arte da capa. O CD funciona bem para quem está meio banzolento de manhã cedo. Uma sequência matadora. Pena que fui fazer uma pauta triste, exatamente uma audiência em Sirinhaém sobre os três assassinos de uma engenheira química em 2002. Mesmo assim, deu para reativar as baterias. Voltar a ser romântico em plena estrada. Se eu morrer não chore não, é só poesia.

UM GIRASSOL DA COR DO SEU CABELO
(Lô Borges/Márcio Borges)
Vento solar e estrelas do mar A terra azul da cor de seu vestido Vento solar e estrelas do mar Você ainda quer morar comigo?
Se eu cantar não chore não É só poesia Eu só preciso ter você por mais um dia Ainda gosto de dançar, bom dia, Como vai você?
Sol, girassol, verde vento solar Você ainda quer morar comigo? Vento solar e estrelas do mar Um girassol da cor de seu cabelo
Se eu morrer não chore não É só a lua É seu vestido cor de maravilha nua Ainda moro nesta mesma rua, Como vai você? Você vem, ou será que é tarde demais?
O meu pensamento tem a cor de seu vestido Ou um girassol que tem a cor de seu cabelo
Escrito por goethe às 18h46
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Tarantino na cabeça (de porco)

Kill Bill (Mate Severino, em português nordestino) nas telinhas, Plump Fiction na imaginação...
Escrito por goethe às 01h02
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Abençoados amigos

Fazer blog não é contar piada e quem faz blog assim não tá com nada, o blog é uma forma de oração... Tava com a letra de "Samba da Benção" na cabeça para falar um pouco da minha incapacidade de transformar este espaço num confessionário. Até já tentei, mas não tenho jeito para falar de coisas pessoais de uma forma agradável de se ler e sem espantar os poucos visitantes. Por isso que este post é mais para fazer propaganda dos blogs que conheci nesta breve temporada do UOL. Os endereços estão aí do lado. Recomendo uma visita. São pessoas de outros lugares que acabaram se tornando íntimas. E que escrevem bem pra caramba e que têm conteúdo, porque não abro mão deste detalhe. Prazer em conhecê-las. E que outros tenham esta mesma sorte. Saravá!
Escrito por goethe às 00h59
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leitura de ocasião

A história dos cinta-larga em Rondônia domina o noticiário. Os "selvagens" que matam sem piedade os garimpeiros. Selvagens? Quem deu as armas de fogo? Quem ensinou o valor de um diamante? "Trevas no Eldorado" é um livro que cai bem para este momento. Escrito por Patrick Tierney, é o resultado de dez anos de pesquisa sobre como cientistas e jornalistas criaram um mito em torno dos ianomâmis na região amazônica do Brasil e da Venezuela. Como esta cultura indígena foi moldada para que teses fossem comprovadas, à custa de mortes por doenças e guerras tribais. O texto é ágil e bem documentado. Nem precisa dizer que é bem atual. O melhor: este livro pode ser encontrado em bancas de revistas ou nas Lojas Americanas por um preço de ocasião: R$ 9,90. É ler para sair das trevas.
Escrito por goethe às 00h36
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ora, ora, pois, pois...

Esta insônia está despertando a minha alma lusitana. Agora estou ouvindo sem parar Madredeus. Na verdade, uma música só, "A Cidade e os Campos", que faz parte da trilha sonora do filme de Win Wenders, "Sob o Céu de Lisboa". Meu diagnóstico é que tô com banzo mesmo. Fico assim quando trabalho aos domingos. Sensação de vida perdida. Ouço a música e me lembro de Teresa Salgueiro no telão. Belíssima. Como esta pequena canção. Ainda há vida. Ainda.

Longe das aldeias, longe das casas Ouvimos cantar todas as fontes E na solidão dos velhos montes Beijamos as águas dos ribeiros
Mas de tudo já esqueceste Neste mundo tudo muda
Agora estou triste e sozinho Nesta cidade escura e fria Onde a vida é uma agonia Minha vida Vida
Escrito por goethe às 00h57
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novidades da semana do lotta...

Atalho por aqui: http://lottacontinua.zip.net
Escrito por goethe às 22h10
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aviso de utilidade pública

Trabalhar de plantão no domingo é um convite para se pensar besteiras. Escatológicas inclusive. Mas este post tem sua utilidade. Acabei de ler nas agências de notícias. Um terço dos brasileiros sofre com problemas de flatulência, os populares gases intestinais excessivos. A principal causa é a deglutição de ar durante as refeições, com o devido acompanhamento de bebidas gasosas. Em resumo, conversar durante o almoço ou jantar é um perigo. O especialista do Grupo de Nutrição Humana da USP dá a dica: quem quiser evitar vexame deve reduzir o consumo de feijão, lentilha, derivados de trigos e carne vermelha. Esse é o grupo de risco. Quem não puder se controlar, pelo menos tem uma boa desculpa científica para a mão amarela.
Escrito por goethe às 17h33
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além da dualidade

Antes de ter este blog, eu havia criado outro no Blig. Chama-se Inventário e minha idéia era apresentar autores que influenciaram meu modo de ver o mundo. Acabei não tendo fôlego para alimentar a página por muito tempo. Resolvi aproveitar o material por aqui e descubro que o blog lá foi deletado sem nenhum aviso prévio. Sorte que eu tinha os textos no Word. Resolvi trazer um trecho do Bhagavad Gita, tradução diretamente do sânscrito por Rogério Duarte, por causa do contexto. Quem ler os posts anteriores vai entender. Paz.
SERVIÇO DEVOCIONAL
Árjuna disse:
Qual o yogui mais perfeito,
O que está sempre ocupado
Em Teu serviço amoroso
Ou o que adora o Supremo
Impessoal e sem forma?
O Supremo Senhor disse:
O que tem a mente fixa
Em Mim enquanto pessoa
E se ocupa em Me adorar
Com inabalável fé,
Eu considero o melhor.
Aquele que não inveja;
Que é amigo sincero
De todos os seres vivos;
Que não tem senso de posse;
Que está livre do egoísmo;
Que tem a mesma atitude
Na tristeza e na alegria;
Que está sempre satisfeito,
Servindo com devoção;
Que é sempre determinado
Tendo a mente e o intelecto
Harmonizados Comigo;
É muito querido a Mim.
Quem nunca perturba os outros
Nem se deixa perturbar,
Além da dualidade
Do sofrimento e prazer,
Livre do medo e da angústia,
Também é muito querido.
Quem age do mesmo modo
Com amigos e inimigos,
E não muda de atitude
No ostracismo ou na glória,
No sucesso ou no fracasso;
Quem nunca se contamina;
Quem está sempre contente,
Com tudo que lhe oferecem;
Quem, silente e satisfeito,
Não está preocupado
Em ter uma moradia;
Quem está sempre ocupado
Em servir com devoção
- este Me é muito querido.
Escrito por goethe às 20h58
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pra tudo ficar arrumadinho

INGREDIENTES
500 gramas de feijão verde
400 gramas de carne-de-sol
400 gramas de linguiça calabresa
100 gramas de queijo coalho
Dois pimentões grandes
Duas cebolas médias
Dois tomates grandes
Azeite
Pimenta do Reino
Orégano
Sal a gosto
MODO DE PREPARAR
Cozinhe o feijão em água e sal até ficar "al dente". Retire a pele das calabresas, corte em pequenos cubos e frite-os no azeite com rodelas de cebola. Reserve a calabresa e aproveite para preparar uma farofa de acompanhamento. Corte a carne-de-sol (depois de deixá-la na água para retirar o excesso de sal) também em cubos e frite-os. Reserve. Tanto a calabresa quanto a carne-de-sol podem ficar em papel toalha, para reduzir a gordura. Corte em pedaços as cebolas, os pimentões e os tomates. Gosto de esquentá-los no azeite, depois de temperá-los com um pouco de sal, pimenta do reino e orégano para depois juntar o feijão verde e o queijo coalho em cubinhos. Antes do queijo derreter, retire do fogo. Despeje no centro de uma travessa. Ao redor, coloque a calabresa e a carne-de-sol.
MODO DE SERVIR
Deixe tudo arrumadinho na mesa. Aí o pessoal começa a misturar tudo. O que é a grande graça do prato.
ACOMPANHAMENTO
Farofa, cerveja gelada e caipiroscas.
Vou fazer amanhã para me recompor do susto. Alguém tá servido?
Escrito por goethe às 18h58
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senhoras e senhores, o medo!

Foi por pouco. Coloquei a coleira em Lilica quando anoiteceu, para o passeio semanal dela. Coloquei o CD do João Penca no discman e lá fomos nós para cumprir o mesmo roteiro de sábados e domingos. Rua das Ninfas, esquina com a Manoel Borba. Muitos caras com a camisa da torcida uniformizada do Sport (teve jogo na Ilha do Retiro). Lilica deu o alerta, começando a latir. Vi os caras que tinham cruzado comigo dando meia-volta. Acelerei o passo. Os caras, oito ou nove, pegaram um casal que vinha atrás de mim. Levaram pouco dinheiro, um celular e as roupas que os dois compraram na Riachuelo. Fui até a guarita de um prédio para pedir ajuda. O arrastão foi rápido, o grupo saiu correndo. Uma merda você se sentir impotente. E acabar se lembrando, da pior forma, que não vive num lugar seguro. O rapaz chorava de raiva. A polícia foi avisada, mas percebia-se que não ia dar em nada. Uma vítima indireta de toda essa violência foi Lilica. A coitada teve o passeio encurtado. Ganhou um biscoito de consolação por ter me alertado do perigo. Resolvi hoje dar um tempo. Ficar na proteção do lar. Para amanhã voltar a me arriscar nas ruas até a chegada no trabalho.
Escrito por goethe às 18h30
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ao pó voltarás...

"Maradona é um mito. Porque foi um jogador excepcional e, isso, é sinal de identidade do nosso tempo. Porque foi um rebelde que desafiou os poderosos. E porque muita gente se identifica com esse santo bandido, que faz gols com a mão e se dopa com cocaína. É sujo, incoerente, louco. Ou seja: este santo é popular porque é humano. Mais parece pertencer ao Olimpo grego que ao paraíso cristão."
O autor deste golaço é Eduardo Galeano, escritor uruguaio.
Escrito por goethe às 20h33
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rádio fiteiro cruzando o atlântico

Algarve (Pedro Abrunhosa) Já são 5 da manhã Ainda há tempo esta noite Para quem começa a viver, A rádio sussurra "Manhatã" Em acordes distorcidos Que nos enchem de prazer
Voam pássaros morcegos Assustando o pára-brisas E a paisagem que amanhece. Queres parar, mas não aqui Que essa luz parte de ti E o desejo que acontece.
Da chuva faço mil estradas de vidro E o teu carro a rolar. No ar o cheiro do destino, No chão a pele quente Do Algarve a acordar
Já passamos Castro Verde, E escreveste na planície Como se esta fosse um papel, Dizes: "o mundo não compreende + do que está à superfície" "Ne me quitte pas", pede Brell
Entre néons e Nirvana Vais mudando de estação Como se a próxima Fosse a melhor. E os sons que a serra esconde Entre o asfalto e o monte, São + que a pressa do motor.
Da chuva faço mil estradas de vidro E o teu carro a rolar. No ar o cheiro do destino, No chão a pele quente Do Algarve a acordar
Um dia de silêncio É um dia de amargura Igual a outro dia qualquer Trazes nos olhos o desejo Onde vejo a aventura Que ainda vamos viver.
Da chuva faço mil estradas de vidro E o teu carro a rolar. No ar o cheiro do destino, No chão a pele quente Do Algarve a acordar
http://www.abrunhosa.oninet.pt/
Escrito por goethe às 02h35
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e la nave va...

Ontem eu acordei decidido a cancelar o serviço de TV por assinatura. Preciso economizar e pensei que seria uma boa idéia não ficar zapeando pela madrugada à procura de um filme inédito ou uma entrevista datada. Odeio programas com bichinhos e detesto a dublagem de alguns canais. Aí eu descubro um documentário legal sobre Fellini no Eurochanel. E fico indeciso em relação ao corte radical de um prazer minguado (mas prazer vale ouro pra mim atualmente). Preciso economizar porque não posso ficar impassível diante de uma boa promoção. Como essa que descobri num site, onde adquirindo dois DVDs de arte você ganhava um grátis. Acabei comprando três filmes de... Fellini. Pura coincidência. Dois eu já tinha visto, mas queria ficar para rever sozinho e depois mostrar para os amigos: "A Doce Vida" e "Noites de Cabíria". "8 1/2" vou assistir pela primeira vez neste final de semana. O documentário só me fez abrir o apetite. De quebra, voltei a ouvir este disco com as músicas de Nino Rota, o parceiro de Fellini nas sua principais obras. Pra se degustar com um bom vinho. A TV por assinatura ganhou uma sobrevida. Até porque tem os jogos de futebol, de basquete, de vôlei...
Escrito por goethe às 23h53
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a descoberta da leitura

Este livro foi lançado em 1983. Tinha eu 15 anos de idade. Minha irmã trabalhava num programa de alfabetização do governo federal. Publicações como essa ficavam lá, aos montes, sem distribuição para os alunos. Os responsáveis talvez não quisessem que aqueles livros novinhos ficassem gastos. Jairo Anibal Niño é colombiano. Até já postei um poema dele muitos dias atrás. É como contista, porém, que ele se destaca. Sim, é realismo fantástico, mas com os pés no chão. E muito lirismo também. Foi um dos responsáveis pela minha voracidade nas letras. O outro foi Mário Quintana, cujo "Caderno H" também ficava à espera dos leitores no dito programa de alfabetização. Já no Recife, numa liquidação da extinta e saudosa livraria Síntese, encontro este "Contos Povoados de Povo". Era um exemplar velhinho, mas fiquei feliz como naquele trecho final do poema Morte e Vida Severina, do João Cabral de Melo Neto. Ele ocupa um lugar de honra na minha biblioteca, por razões sentimentais e, principalmente, literárias. Que eu compartilho um pouco aqui.

Escrito por goethe às 22h40
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uma estação de rádio na cabeça

Acordei, passei o dia todo com umas músicas estranhas na cabeça. Parecia uma estação de rádio especializada em flashbacks. Minha concentração no trabalho foi pras cucuias. De vez em quando me vinha aquela melodia do tempo do ronca. Preciso parar. De fazer o quê ainda não sei.
Quem souber, me ajude. Quem canta essa música?
"Sou brasileiro, de estatura mediana, gosto muito de fulana, mas sicrana é quem me quer..."
Escrito por goethe às 19h57
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feriado de chuva, resta uma coisa a fazer...

Escrito por goethe às 17h44
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rádio fiteiro, um mês depois

Waiting In Vain
(Bob Marley)
I don't wanna wait in vain for your love I don't wanna wait in vain for your love From the very first time I rest my eyes on you, girl, My heart says follow t'rough But I know, now, that I'm way down on your line, But the waitin' feel is fine So don't treat me like a puppet on a string, 'Cause I know I have to do my thing Don't talk to me as if you think I'm dumb I wanna know when you're gonna come - soon I don't wanna wait in vain for your love I don't wanna wait in vain for your love I don't wanna wait in vain for your love 'Cause if summer is here, I'm still waiting there Winter is here, And I'm still waiting there --- Like I said: It's been three years since I'm knockin' on your door, And I still can knock some more Ooh girl, ooh girl, is it feasible? I wanna know now, for I to knock some more Ya see, in life I know there's lots of grief, But your love is my relief Tears in my eyes burn - tears in my eyes burn While I'm waiting - while I'm waiting for my turn, See!
I don't wanna wait in vain for your love I don't wanna wait in vain for your love I don't wanna wait in vain for your love I don't wanna wait in vain for your love I don't wanna wait in vain for your love, oh! I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna wait in vain I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna wait in vain No, I don't wanna (I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna wait in vain)...
Escrito por goethe às 01h34
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rezar um terço, encontrar um meio e levar pro quarto

Pessoas que trocam a roupa de cama frequentemente fazem mais sexo. A conclusão brilhante faz parte de uma pesquisa feita pelo instituto Gallup para a gigante sueca de móveis Ikea. Foram entrevistados 14 mil clientes em 27 países. No ranking do sexo, os austríacos seriam os que menos se interessam pelo esporte, mas os mais satisfeitos com seus quartos. No lado oposto, os malaios são campeões no rala-e-rola, mas permanecem o menor tempo nos seus aposentos. Se estivesse vivo, Sérgio Porto iria ativar o Stanislaw Ponte Preta para explicar a diferença entre Áustria e Malásia. "Os austríacos têm mais TV no quarto". Vai ver, é isso mesmo.
Escrito por goethe às 19h19
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as lições do pai patrão

O italiano Gavino Ledda está no Brasil, participando como convidado da Bienal do Livro em São Paulo. Analfabeto até os 20 anos de idade, ele escreveu a história do seu relacionamento com o pai depois que descobriu as letras. Isso foi há 30 anos. Os irmãos Taviani filmaram a obra em 1977, ganhando merecidamente a Palma de Ouro em Cannes. Neste filme vale destacar a participação de Nanni Moretti, que depois viria se transformar num grande cineasta. Agora Ledda pretende uma nova releitura do seu conflito com a rígida educação paterna, no ambiente da Sardenha, uma das regiões menos desenvolvidas da "Bota". Ele pretende fazer o papel do pai. Recomendo ver o filme dos Taviani. Aliás, toda a obra dos irmãos Paolo e Vittorio merece ser revista. Quando estudava italiano, consegui assistir a quase tudo disponível no Brasil. Aos poucos, está saindo em DVD.
Escrito por goethe às 19h02
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fiteiro também erra, mas é rápido na emenda

No post sobre o Abril Pro Rock no domingo, mencionei que Seu Jorge iria fazer o relançamento do disco "Farofa Carioca", do qual ele fazia parte antes da carreira solo como músico e ator. Errei. A bolachinha que está ganhando vida nova é "Samba Esporte Fino", que saiu em 2001 e logo se esgotou. Por falar no homem, ele faz show hoje em São Paulo, no luxuoso Hotel Unique. Vai apresentar as músicas de "Cru", o novo disco lançado pelo pessoal do Favela Chic, na França. Quem tiver R$ 70,00 disponíveis pode conhecer também algumas versões feitas por ele de clássicos do David Bowie. Como ator de "Life Aquatic", o novo filme de Wes Anderson (o mesmo de "Os Fabulosos Tennenbaums"), Seu Jorge adaptou 13 canções do camaleão do rock. Só não se sabe se alguma vai sair na trilha sonora porque depende da autorização do inglês. Recado está dado, câmbio e desligo.
Escrito por goethe às 00h17
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sacanagem do oráculo

Peguei emprestado o DVD duplo do Matrix Revolutions, que encerra a trilogia dos irmãos Wachowski. Já tava meio cabreiro. Não é que o meu Gradiente velho de guerra se recusa a passar o resto do filme depois de quase uma hora de xaropada? Será a vingança das máquinas? Pelo que vi, comecei a elaborar uma teoria que vou expor agora. Matrix me lembra o Santa Cruz. O primeiro filme é maravilhoso, lembra a vitória do time no primeiro turno do campeonato pernambucano. A segunda parte, Reloaded, é tão fraca que se começa a questionar os feitos da abertura e a achar que o time não merece nem disputar a final. Já este encerramento é decepcionante. Lembrando o início, então, deixa uma péssima impressão em tudo. Segundo esta teoria e tomando o lugar do oráculo do filme, faço então a revelação...

O Neo, na verdade, é o Iranildo!
Escrito por goethe às 00h02
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mombojó é outra coisa

"Os sete meninos do Mombojó conseguiram o que Fred 04 e seu mundo livre tentaram em cinco discos (será que é isso mesmo?): emular o som de Jorge Ben das décadas de 60 e 70 e ainda assim soarem bastante originais. Este disco é mais uma prova de que a cena recifense resiste, apesar da falta de divulgação nas rádios. O Mombojó terá a chance de ser conhecido por gente de outros lugares, porque comenta-se que este álbum de estréia deverá ser encartado numa das próximas edições da revista do Lobão, "Outra Coisa". Enquanto isso, vou ficar ouvindo por aqui, como estou fazendo agora. "Nada de Novo"."
Escrevi esta breve resenha no dia 14 de março, na versão anterior do lotta continua (o novo endereço no UOL é esse: http://lottacontinua.zip.net). Passando hoje na banca de revistas, vi o disco lá, devidamente acompanhado da "Outra Coisa". Quiser conferir, custa R$ 11,90. Por causa de amnésia etílica, esqueci de falar da performance do grupo pernambucano na noite de domingo, no Abril Pro Rock. Sinceramente? Prefira o disco. Pode ter sido nervosismo, pode ter sido excesso de animação. Não foi legal. O vocalista Felipe S precisa mostrar mais presença de palco. Mas isso se resolve com o tempo. O que é bom nessa história toda é que a música pernambucana continua surpreendendo. A banda criou um site bonito (http://www.mombojo.com.br). Tem até MP3. Vale a visita.
Escrito por goethe às 19h55
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abril pro rock quase em tempo real (domingo)

Primeiro um esclarecimento: não fui no sábado, mesmo com tudo free, porque não sou chegado a roupa preta e coturno, obrigatórios para quem curte pauleira. No domingo resolvi voltar ao Centro de Convenções para conferir algumas novidades e checar algumas "velharias". O bom de ser vip (a que nível de decadência chegamos, caros leitores!) é que dá pra se ter uma visão geral do conjunto e, ao mesmo tempo, ganhar o salvo conduto para descer e se misturar com a multidão. Ontem preferi ficar com o povo dos camarotes, primeiro porque a Skol Beats (foram várias, perdi a conta) estava convidativa e depois que que não estava com muita intenção de pular mesmo. Duas coisas merecem registro:
1) encontrei minha amiga Kélita Myra, que já trabalhou comigo e hoje mora no Rio de Janeiro, fazendo assessoria, na moral, para artistas como Marcelo D2, Pitty e Seu Jorge. Ela tá bem e é isso que importa. Como aviso de utilidade pública, o disco "Farofa Carioca", banda da qual Seu Jorge fez parte, será relançado em tiragem especial. Quem puder, compre, porque será oportunidade única.
2) boa parte do show do Rappa eu perdi prestando atenção, do alto aonde eu estava, a uma briga de casal. Na verdade, mais uma discussão. Alô menina de saia jeans e camiseta verde. Alô rapaz de camiseta branca e calça jeans. Vocês dois se gostam. Deixem de gesticular e partam para o abraço. Tomara que tudo tenha acabado bem.
Vamos aos comentários das performances:
Mula Manca e a Triste Figura/Cabruêra - Duas bandas pernambucanas que tiveram o azar de se apresentar logo no horário da decisão do campeonato pernambucano de futebol. O Náutico acabou vencendo por 3 a 0 em pleno Arruda e levantou o caneco por merecimento. Em relação ao som, nem sei o que rolou, porque estava vendo o jogo pela TV.
A Roda - Um combo formado por dez instrumentistas, entre eles um zabumbeiro, que pôs o público para dançar. Mistura de Santana do início da década de 70 com outras influências do samba-rock nacional. Muito bom, justificam-se agora os elogios de quem já havia visto e ouvido a turma anteriormente. Um dos melhores shows do festival.
Vive La Fête - A atração surpresa foi esta banda belga, que já havia se apresentado na sexta-feira. Continuo achando a mesma coisa: só quem é jornalista de caderno cultural ou gosta de New Order ou Depeche Mode cantado em francês por uma Barbie entrou no clima. No final, um cover de Psycho Killer, do Talking Heads, onde a vocalista não se entendeu com o resto do conjunto. Coisa de matar mesmo.
Suvaca di Prata – Nada a declarar. Aliás, uma coisa só: a banda tem apenas meia hora para se apresentar e o vocalista aparece com um vestido (ou será bata longa)? É lógico que vai despertar mais atenção do que o repertório. Foi o que aconteceu. Só sei que a roupa dele era azul. O resto eu nem percebi.
Pitty – A cantora baiana fez um show competente e mostrou que tem público. Muitas adolescentes compareceram ao festival apenas para entoar o repertório de “Admirável Chip Novo”. Quem já passou dos 30 anos não vê muita graça, a não ser no final da apresentação, quando Pitty vai fazer um pit stop no camarote da Skol. Ela é muito bonita, com suas tatuagens. E ainda tem paciência para dar autógrafo para as fãs. Quase me apaixonei.
O Rappa – Falcão no comando, mas a alma da banda, Marcelo Yuka, faz muita falta. A primeira parte do show, baseada no último disco, “O Silêncio Que Precede o Esporro”, o primeiro sem o baterista que ficou paraplégico, não animou a galera. Só depois que as músicas anteriores ganharam a ribalta, o Centro de Convenções chacoalhou. Disseram que a namorada do vocalista, Deborah Secco, colocou uma série de empecilhos para aparecer no camarote. Fui embora e ela não tinha dado as caras. Detesto gente que se mete a Darlene. Agora só ano que vem. Se a boca livre continuar.
Escrito por goethe às 01h33
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comentário postado com atraso (o blog UOL estava em manutenção)

Local: London Pub. Dia: sábado. Horário: 23h. Motivo: aniversário de alguns jornalistas que se tornaram "balzacos". Trilha sonora: a banda enveredou pelos anos 80, com os sucessos de Legião Urbana, Plebe Rude, RPM e adjacências. O DJ foi mais retrô, usou Tim Maia e, para variar, foi até os anos 70, jogando Gloria Gaynor ("I Will Survive") e ABBA ("Dancing Queen"). Hora de ir ao banheiro, para ver se os chopes saem pela urina, lavar o rosto e voltar para a encarar os coleguinhas fazendo coreografias. Foi bom que me toquei que era hora de ir embora. Mas até que a festa foi boa. Só não agüento ouvir mais este repertório daqui a 30 anos...
Escrito por goethe às 01h01
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comentário a respeito do cristo do gibson

Finalmente consegui ver neste final de semana. Realmente, o coitado no filme apanha que só o diabo...
Escrito por goethe às 04h30
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abril pro rock quase em tempo real (sexta-feira)

Acabo de voltar do Centro de Convenções. Mais um Abril Pro Rock. Cheguei lá por volta das 22h30. Algumas pessoas conversando do lado de fora. Desembolso R$ 30,00 da entrada (não sou estudante para pagar meia) e pergunto quando vão abrir os portões. O bilheteiro me diz que já começou, que eu posso entrar. De quebra, me dá um disco de brinde. Um CD com 17 faixas das atrações do festival. Já amenizou um pouco o fato de gastar esta grana toda para um show de Marcelo D2, a atração que ia fechar a noite e a única razão, até por questões sentimentais (quem ler vai entender, é um recado direto), para eu sair de casa. Outro ponto foi o passe livre para o camarote da Skol, onde eu poderia beber de graça. Tomei umas cinco Skol Beats e duas Pepsi Twist, até que deu pro gasto. Vamos aos comentários das bandas...
MM Dub - Abriu os trabalhos para uns poucos gatos pingados. Um reggae que parou na década de 70. Chamaram Waldy Afonjah para uma canja. Ficou tudo na mesma. Quem tinha maconha começou a queimar. Até a última ponta.
DJ Dolores & Aparelhagem - Vieram logo em seguida e foi uma sacanagem. Pouca gente conseguiu ver a nova formação de Helder Aragão. Isaar França, do Comadre Fulozinha, continua nos vocais. Já é uma garantia. O som agora do DJ Dolores é uma mistura de música árabe com pitadas jovem-guardistas. Dá para dançar. Quem conseguiu chegar a tempo gostou.
Karine Alexandrino - Primeira atração internacional, diretamente do Ceará. Ela entrou vestindo uma saia que mais parecia um alface. Da metade para o fim, a saia voou longe e Karine mostrou sua vergonha depilada (como diria Caminha) acobertada por apenas uma meia-calça. O som? A melhor definição que eu achei é que era um blog musicado. Daqueles que a vida sentimental é escancarada para as pessoas. Tanto que o hit dela é “Supermercado do Amor”. Depois ela subiu ao camarote. Até que era bonitinha pessoalmente....
Vive La Fête – Banda belga que era uma das grandes novidades deste festival. A loura entrou com um bustiê preto. O guitarrista parece que gostou da cotação do euro por estas terras. Parece que trocou tudo por maconha. Ou coisa mais potente. Tava doidim. Tanto que depois entrou no show de Marcelo D2 para jogar uma banana (a fruta mesmo) para a platéia. O D2 perguntou: “quem é essa figura?”. Voltando ao Fête. A música, bem, achei que era o New Order com uma vocalista que parecia a Barbie. Até que para um festival dá para segurar, mas é uma banda ideal para espaços pequenos. Pelo menos eles gostaram. Ainda bem.
CYZ/Cynthia Zamorano – A noite realmente era das mulheres. A pernambucana que mora na França fez um show correto, com direito a todas as coisas da terra, com citações de macaxeira e cuscuz doce (esse eu nunca provei). Correto, mas sem sal. Um arrumadinho que não é da Dobradinha do Gordo. Serviu para esquentar para a atração principal da noite.
Marcelo D2 – O show foi praticamente mesmo que ele apresentou no Skol Hip Hop, em setembro do ano passado. Mas ele soube inovar. Chamou da platéia dos dançarinos locais, cantou “Banditismo Por Uma Questão de Classe”, de Chico Science & Nação Zumbi. Mostrou que está chegando perto da batida perfeita, misturando samba com rap. A platéia fez barulho e ficou até o final, quando as quatro horas da madruga já se aproximavam. Bom show pra ver acompanhado. E fim.
Escrito por goethe às 03h32
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novidades do lotta

Mais uma semana de discos novos no lotta. Confira: http://lottacontinua.zip.net
Escrito por goethe às 03h03
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"conheçendo" novas pessoas (parte final)

Querido diário... Acabo de ser supreendido com meu primeiro beijo virtual. Estava verificando meus e-mails quando ela apareceu. Seu perfil é interessante. Uma pernambucana arretada. Professora, 28 anos, meio gordinha. Sensível, procura um homem honesto, carinhoso e honesto. Não sou nada disso. Entrei neste site de paquera só por um interesse científico, mas estou arrependido. As pessoas realmente acreditam nisso. Para mim já basta. Vou deletar meu perfil, até porque ele foi feito descaradamente para tirar onda. E que a minha pretendente tenha sorte de encontrar alguém. Talvez entre os militares que pululam neste serviço de paquera. Experiência encerrada. Fim da transmissão.
Escrito por goethe às 02h32
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nova safra de poeminhas

transmutação diferente:
do garrafão azul ao copo branco
a água fica transparente
sem ordem nem progresso
leva o soldado a bandeira:
engano da costureira
INRI vazio na parede.
pregado, o Cristo esperto
trocou a cruz pela rede
Escrito por goethe às 18h58
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de volta à estrada

Depois de 17 anos, os Pixies voltaram a tocar juntos. A primeira parada foi em Minneapolis, Estados Unidos, na terça-feira. Foram cerca de mil felizardos que desembolsaram US$ 35 para uma hora e meia de show, com direito a 27 músicas. O disco "Doolittle", de 1989, colaborou com a maior parte do repertório, nove. Quem pagou mais US$ 25 saiu com um CD duplo da gravação do show. A banda desembarca em Curitiba para um show no dia 8 de maio. Tudo esgotado. Confira a relação das músicas tocadas no retorno:
Bone Machine/Wave of Mutilation/U Mass/Levitate Me/Broken Face/Monkey Gone to Heaven/The Holiday Song/Winterlong/Nimrod´s Son/La La Love You/Ed Is Dead/Here Comes Your Man/Vamos/Debaser/Dead/Number 13 Baby/Tame/Gigantic/Gouge Away/Caribou/Isla de Encanta/Something Against You/Velouria/In Heaven/Wave of Mutilation/Where Is My Mind?/Into The White
Escrito por goethe às 18h00
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aumenta porque isso é rock'n'roll

Quem diria, Richard Wagner está sendo responsabilizado pela falta de atenção de alguns motoristas no trânsito. De acordo com a fundação britânica RCA, é do compositor clássico a música que mais pode provocar acidentes. A lista foi divulgada hoje nas agências de notícia. As cinco que devem ser evitadas ao volante e as cinco consideradas seguras. Boa seleção para montar um repertório de viagem. As "proibidas", claro.
AS PROIBIDAS
1) "As Valquírias" - Wagner
2) "Dies Irae" (trecho do "Requiem") - Giuseppe Verdi
3) "Firestarter" - Prodigy
4) "Red Alert" - Basement Jaxx
5) "Insomnia" - Faithless
AS SEGURAS
1) "Come Away With Me" - Norah Jones
2) "Mad World" - Gary Jules
3) "Another Day" - Lemar
4) "Too Lost In You" - The Sugarbabes
5) "Breathe Easy" - Blue
Escrito por goethe às 19h58
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o nome dele é ayrton

A Veja desta semana tem na capa a foto de Senna. A chamada é sobre uma nova biografia do piloto. Detalhes de sua vida pessoal. Traições e decepções. Obsessão por vitórias. Aprendi a respeitar Senna depois de sua morte em Imola. Gostava mais de Piquet nas pistas. Mais brasileiramente malandro. A matéria fala de uma coisa interessante, que nós costumamos tirar sarro dos nossos ídolos, mas Senna é diferente, é quase endeusado. O que é ruim para ele. O livro que vai ser lançado vai quebrar os pés de barro. Bom para ele. Que poderá descansar em paz sem ter que mais ouvir aquele “tchã-tchã-tchã” daquela musiquinha que tocava na Globo e que agora todo tecladista de churrascaria tem no seu repertório.

Lendo a revista lembrei que não existe, além do tema da vitória – que aliás servia para qualquer vitória de piloto brasileiro e acabou se tornando patrimônio de Senna – música em homenagem a ele. Só conheço esta, que por sinal é interpretada Lucio Dalla, grande compositor italiano. E nem é preciso traduzir a letra...
Lucio Dalla - Ayrton (1996)
Il mio nome é Ayrton e faccio il pilota e corro veloce per la mia strada anche se non é piú la stessa strada anche se non é piú la stessa cosa anche se qui non ci sono piloti anche se qui non ci sono bandiere anche se qui non ci sono sigarette e birra che pagano per continuare per continuare poi che cosa per sponsorizzare in realtá che cosa.
É come uomo io ci ho messo degli anni a capire che la colpa era anche mia a capire che ero stato un poco anch'io e ho capito che era tutto finto ho capito che un vincitore vale quanto un vinto ho capito che la gente amava me potevo fare qualcosa dovevo cambiare qualche cosa.
E ho deciso una notte di maggio in una terra di sognatori ho deciso che toccava forse a me e ho capito che Dio mi aveva dato il potere di far tornare indietro il mondo rimbalzando nella curva insieme a me mi ha detto "chiudi gli occhi e riposa" e io ho chiuso gli occhi.
Il mio nome é Ayrton e faccio il pilota e corro veloce per la mia strada anche se non é piú la stessa strada anche se non é piú la stessa cosa anche se qui non ci sono i piloti anche se qui non ci sono bandiere anche se forse non é servito a niente tanto il circo cambierá cittá tu mi hai detto "chiudi gli occhi e riposa" e io adesso chiudo gli occhi...
Testo e Musica di Paolo Montevecchi
Escrito por goethe às 00h51
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caixinha de surpresas
Chuva. Campo molhado (óbvio). Jogadores na secura. Começa a pelada. Correria. Chutões. Palavrões. Até um gringo apareceu para aumentar a lista de espera. Suor. Acabei fazendo mais um gol, aproveitando o bate-rebate. Foi feio, mas valeu. Chuteira prateada não me abandona. Cervejinha no final. Cansaço. Piadas. Mais uma cerveja para terminar. Carona até o ponto do táxi. Banho redentor. Computador ligado. Blog atualizado. Tudo quase em tempo real.
Escrito por goethe às 00h26
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"conheçendo' novas pessoas (capítulo III)

O site de paquera no qual eu me cadastrei me enviou um e-mail com possíveis candidatas. Não sei se existe algum método científico para selecionar as pessoas que vão para a sua lista. Acho que o troço é automático. A relação tem 28 mulheres, a maioria de Pernambuco, algumas bem longe, como Amazonas e Rio Grande do Sul. Em resumo, todas são carinhosas e sinceras. Procuram alguém com o mesmo perfil. Encontrar sinceridade em quem entra num serviço desse é meio complicado, mas a esperança é a última que morre. Como disse uma, que não vou revelar nick nenhum, "se a vida te der um limão, faça uma limonada". Singelo, mas eu prefiro uma caipirinha. Engraçado como, aparentemente, todas trabalham em lugares interessantes, mas por lá não tem ninguém que seja agradável a ponto de convidar para um café. Algumas fazem um perfil bem detalhado. No final, quase sem querer, sai a informação: "tenho dois filhos". Se o pretendente tiver dois também, já dá para formar uma mesa de pôquer. As fotos são um destaque à parte. Tem as de shortinho ou de biquíni, mas tem umas que parecem que foram feitas em estúdio fotográfico, daqueles que fazem parceria com laboratórios. Como o propósito é científico, vou esperar que alguma alma solitária faça o contato. E aí a história termina que não tenho interesse de dar falsas esperanças a ninguém. Aguardem os próximos capítulos.
Escrito por goethe às 00h10
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porque me ufano deste país

* Somos o único povo no mundo que pára para conversar justamente na frente de elevador, escada rolante e porta. E quem faz isso ainda fica com raiva quando você tem que empurrá-lo para não ser atropelado pela turba que vem logo atrás
* Não existe ninguém em outro país que passa horas na fila de supermercados e lojas de departamentos para comprar ovo de Páscoa que tem o preço aumentado em 20% em relação ao ano anterior. E ainda manda as crianças disputar, a tapas, as caixas de chocolates que o locutor anuncia que acabaram de entrar em promoção
* A passagem é mais cara, mas aceitamos numa boa viajar num microônibus cujos assentos foram projetados para caber meia-bunda. E o cobrador ainda fica exigindo que você leve o dinheiro trocado para facilitar a vida dele
* Os atrasadinhos no cinema ficam pedindo para você mudar de lugar para ficarem juntos. Não importa se você chegou mais cedo justamente para evitar o transtorno de ficar esbarrando, às escuras, nas pernas de quem não tem nada a ver com a história
* O cara da fila no banco pede para você “tomar conta” do lugar dele porque ele tem que resolver uma “parada”. Só volta quando você está na boca do caixa e com uma multidão atrás soltando palavrões porque você protegeu o engraçadinho
* A empresa se “esquece” de pagar as horas-extras que você tem certeza que trabalhou. O reembolso só é feito depois de três ofícios e 50 telefonemas para o encarregado. E no mês seguinte a história se repete
* Você paga caro para poder ter uma TV por assinatura e só vê reprises e programas datados
* E apesar de tudo isso ainda se sente agradecido por não fazer parte da maioria dos brasileiros. Aqueles que não têm acesso a nada, nem mesmo a um mísero blog como esse
BRASSSIIILLL-IIILLL-IILLL!!!!
Escrito por goethe às 23h45
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morrer não é difícil, difícil é a vida e seu ofício

No dia 14 de abril de 1930, Vladimir Vladimirovitch Maiakovski, então com 36 anos, suicida-se com um tiro no coração. O grande poeta, nascido na Geórgia, então integrante da União Soviética, viveu pouco, mas deixou seu recado. Participou ativamente de sua época e ainda hoje influencia muita gente que tenta mudar o mundo com as palavras. No poema "A Sierguéi Iessênin", Maiakovski trata do tema do suicídio do amigo. Vale também como seu testamento. "Melhor morrer de vício do que de tédio..."
DE "V INTERNACIONAL"
Eu à poesia só permito uma forma: concisão, precisão das fórmulas matemáticas. Às parlengas poéticas estou acostumado, eu ainda falo versos e não fatos. Porém se eu falo "A" este "a" é uma trombeta-alarma para a Humanidade. Se eu falo "B" é uma nova bomba na batalha do homem.
tradução: Augusto de Campos
Escrito por goethe às 20h24
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over the rainbow

A receita é a seguinte: pegue o DVD do "Mágico de Oz", coloque no aparelho, baixe o volume para zero na TV e aperte play. Quando o leão da Metro rugir pela terceira vez, coloque para tocar "The Dark Side Of The Moon", do Pink Floyd, de preferência bem alto. Não sei quem foi o primeiro doido que fez esta associação, mas realmente impressiona. Os camaradas da banda juram de pés juntos que não havia intenção nenhuma de coincidir o início das músicas com as cenas chaves da primeira parte do filme. "Time", por exemplo, começa a ser tocada justamente quando a velha na bicicleta (a bruxa da história) aparece. | | |