fiteiro
conversa afiada? só no fiado, porque o dono é desconfiado


mais outra pechincha de domingo

Trabalhar aos domingos é como morrer aos poucos mais rápido. Você ir ao cadafalso enquanto os outros aproveitam o dia de sol. Aconteceu de novo ontem. Pelo menos mais uma vez, na calçada da avenida Guararapes, encontrei algo que pudesse valer a pena: outra revista de fotografia. De 1968, este exemplar da Popular Photography's é uma edição especial sobre fotos com mulheres. Nada a ver com pornografia, ressalte-se. Como exemplo disso, seguem abaixo dois exemplos:

Em 1932, Brassai fotografou esta mulher, conhecida como madame Bijou, num bar em Montmartre, perto da meia-noite. Ela disse a ele que já tinha sido rica, mas naquele momento vivia de ler fortunas nas palmas das mãos dos outros...

Foto de Charlotte March, sem maiores informações.

Aliás, para informar, sabe quanto me custou esta revista? R$ 2,00.



Escrito por goethe às 00h42
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vai um disco aí, meu freguês?

Mais uma rodada semanal de discos. Sirva-se à vontade: http://lottacontinua.zip.net



Escrito por goethe às 21h06
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é o fiteiro botando banca

Já devia ter feito isto antes. É recomendar uma visita à banca de revistas e sair com uma edição de "Nossa História", uma publicação mensal da Biblioteca Nacional. Já está no sétimo volume e cada vez é um alumbramento, do tratamento gráfico ao conteúdo. A matéria de capa sobre São Jorge é divina, mas é difícil destacar um ponto alto entre as 98 páginas da edição deste mês. Fiteiro também é cultura, meu caro freguês. O preço? R$ 6,80, mas só porque é pra você.



Escrito por goethe às 01h40
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... e a história tristemente se repete

Falando em história, recomendo este livro, que pode ser adquirido por R$ 9,90 nas Lojas Americanas. É uma grata surpresa ter acesso às 500 páginas produzidas pela historiadora Barbara Tuchman, que ganhou o Prêmio Pulitzer de 1963 por esta obra. É um trabalho de fôlego, que reproduz os 30 primeiros dias da I Guerra Mundial, que alterou completamente o "mundo civilizado" no século passado. Da pesquisa criteriosa não resultou um livro chato. Pelo contrário. É uma lição de como contextualizar sem bolor. E de como isto tem reflexo do que Bush fez nos dias atuais. A guerra entre Alemanha e França e Inglaterra, que teve início em 1914, já estava programada muitos anos antes. Uma amostra grátis:

"Agora, naquela noite de 1º de agosto, Moltke (chefe do Estado-Maior alemão) não estava com paciência para as intromissões do Kaiser em assuntos militares sérios, nem com qualquer intromissão nos planejamentos fixados. Inverter de oeste para leste o deslocamento de um milhão de homens bem no momento da partida requeria mais coragem do que Moltke possuía. Ele visualizou a manobra desfazendo-se em confusão, os suprimentos aqui, os soldados acolá, a munição perdida no meio, companhias sem oficiais, divisões sem chefes, e aqueles 11.000 trens, cada um deles minuciosamente planejado para passar sobre determinados trilhos em intervalos de dez minutos, embaralhados numa grotesca destruição do movimento militar mais perfeitamente planejado em toda a História.

- Majestade, isso não pode ser feito - Moltke afirmou agora. - A movimentação de milhões de pessoas não pode ser improvisada. Esse planejamento levou um ano inteiro de trabalho complicado...

E Moltke terminou com aquela frase que é a base de todo grande erro alemão, a frase que desfechou a invasão da Bélgica e a guerra submarina contra os Estados Unidos, a frase que é inevitável quando o planejamento militar dita a política.

- ... e uma vez decidido, não pode ser modificado."

Imagino um diálogo desses entre Bush e Rumsfeld, já que a invasão do Iraque já estava planejada e não adiantaram os argumentos de que tudo ia resultar numa grande merda. Um dia tudo isso vira livro.



Escrito por goethe às 01h18
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contra fotos não há argumentos

Esta foto do francês Jean-Marc Bouju, da Associated Press, venceu o grande prêmio de 2003 oferecido pela World Press Photo. Ela foi tirada no dia 31 de março, num campo de prisioneiros iraquianos mantido pelos Estados Unidos perto da cidade de An Najaf. Com um saco na cabeça, o homem tenta consolar o filho de quatro anos de idade. Não se sabe o que aconteceu com os dois, mas nós sabemos o que aconteceu com o mundo depois de Bush.

Outra foto premiada é esta de Yuri Kozirev, russo que trabalha para a Time Magazine. Ela mostra Ali Ismael, de 12 anos, que perdeu os pais, o irmão e 11 outros parentes quando sua casa foi atingida por um foguete disparado pelas tropas norte-americanas, no dia 25 de março do ano passado. Mutilado, o menino foi atendido no hospital Al-Kindy. É esta geração que vai assumir um país também mutilado.

Já esta foto de Stephanie Sinclair, norte-americana que trabalha para a revista Marie Claire, mostra Marzia, de 15 anos de idade, que incendiou o próprio corpo depois que o marido a maltratou por ter danificado o aparelho de televisão. Aconteceu no Afeganistão, onde o modo de vida ocidental não trouxe melhorias para as mulheres. Talibã ou Talibush?

Pra ver estas e mais fotos, entre no site: http://www.worldpressphoto.nl/index.jsp 



Escrito por goethe às 00h51
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hai-kai do jornalista

sentimento de frustração:

mais uma sexta perdida

no famigerado "pescoção"...



Escrito por goethe às 23h10
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as últimas sobre o mochileiro

 

1) Acabei o livro. As 204 páginas voaram na velocidade da luz. A tradução é boa, garante o timing das tiradas. Que venham os próximos três volumes.

2) Na comunidade do Mochileiro do orkut acabei descobrindo que um filme será lançado no próximo ano. As fotos aí de cima são de Marvin, o robô depressivo do livro. A concepção é da Jim Henson Creature Shop. Para quem não se recorda, o falecido Jim Henson foi criador dos Muppets e vários outros bonecos conhecidos. Recomendo ler a série antes de ver na telinha.

3) Para encerrar, mais um trecho do Mochileiro:

O peixe-babel, segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, é pequeno, amarelo e semelhante a uma sanguessuga, e é provavelmente a criatura mais estranha em todo o Universo. Alimenta-se de energia mental, não daquele que que o hospeda, mas das criaturas ao redor dele. Absorve todas as frequências mentais inconscientes dessa energia mental e se alimenta delas, e depois expela na mente de seu hospedeiro uma matriz telepáticaformada pela combinação das frequências mentais conscientes com os impulsos nervosos captados dos centros cerebrais responsáveis pela fala do cérebro que os emitiu. Na prática, o efeito disto é o seguinte: se você introduz no ouvido um peixe-babel, você compreende imediatamente tudo o que lhe for dito em qualquer língua. Os padrões sonoros que você ouve decodificam a matriz de energia mental que o seu peixe-babel transmitiu para a sua mente.

Ora, seria uma coincidência tão absurdamente improvável que um ser tão estonteamente útil viesse a surgir por acaso , no meio da evolução das espécies, que alguns pensadores vêem no peixe-babel a prova definitiva da existência de Deus.

O raciocínio é mais ou menos o seguinte: "Recuso-me a provar que eu existo", diz Deus, "pois a prova nega a fé, e sem fé eu não sou nada".

Diz o homem: "Mas o peixe-babel é uma tremenda bandeira, não é? Ele não poderia ter evoluído por acaso. Ele prova que você existe, e portanto, conforme o que você mesmo disse, você não existe".

Então Deus diz: "Ih, não é que eu não tinha pensando nisso?" E desaparece, numa nuvenzinha de lógica.

"Puxa, como foi fácil", diz o homem, e resolve aproveitar e provar que o preto é branco, mas é atropelado ao atravessar fora da faixa de pedestres.

A maioria dos teólogos acha que este argumento é uma asneira, mas foi com base nela que Oolon Colluphid fez uma fortuna, usando-a como tema central de seu best-seller, "Sai Dessa, Deus".

Enquanto isso, o pobre peixe-babel, por derrubar os obstáculos à comunicação entre os povos e culturas, foi o maior responsável por guerras sangrentas, em toda a história da criação.  



Escrito por goethe às 00h42
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agora é esse tal de orkut

Meu amigo Luiz Guevara me convidou e agora estou neste tal de orkut, uma comunidade virtual criada pelo Google onde só se pode entrar se alguém de dentro acenar. Para ser aceito tem se preencher um formulário quilométrico com características pessoais e predileções artísticas e sexuais. Passada esta fase, um mundo novo se descortina (esta frase foi intencionalmente brega). No meio de 375.510 almas postadas diante de um computador, na contagem do momento, é bem possível encontrar gente interessante que compartilha dos mesmos gostos que você. O primeiro passo é ver os amigos dos amigos, cada um com sua fotinha. Brasileiro já começou a avacalhar, transformando o orkut num grande site de relacionamento. Entrei, a princípio, em três comunidades: Monty Python, Pedro Abrunhosa e Mochileiro das Galáxias. Vamos ver o que pode sair disso, antes que viremos todos robôs.



Escrito por goethe às 01h26
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nas sendas da poesia

primavera não nos deixe
pássaros choram
lágrimas no olho do peixe

Matsuó Bashô
(tradução de Paulo Leminski)

De vez em quando eu cometo uns hai-kais neste blog, mas é quase uma heresia em relação à grande arte japonesa de dizer tudo em apenas três versos. Entrei em contato com o maior dos poetas japoneses, Matsuó Bashô, através de outro grande poeta, o curitibano Paulo Leminski. Foi ele quem traduziu,  ou melhor,  recriou respeitando o meste, a obra do andarilho zen do século XVII.  Considero "lágrimas no olho do peixe" a maior definição de tristeza diante do inevitável. Para um garoto, foi uma descoberta de um novo poder das palavras.  Recomendo aos meus poucos, mas fiéis visitantes, um mergulho neste universo. O primeiro passo seria conhecer mais quem foi o "senhor bananeira". Este link pode orientar o caminho: http://www.sumauma.net/haikumasters/basho/basho-biop.html.  Boa jornada!



Escrito por goethe às 19h05
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porque eu sou fã de douglas adams

"O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas.

Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se das emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você - estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele também tem escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha "acidentalmente perdido". O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito."

O Guia do Mochileiro das Galáxias, páginas 36 e 37    



Escrito por goethe às 00h53
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hai-kai do insone faminto

prazer de gourmet

em plena madrugada

é devorar pizza gelada



Escrito por goethe às 00h34
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pegando carona no rabo de cometa

Foi uma coisa estranha e rara, como uma conjunção de planetas. Estava eu folheando, neste final de semana, encartes velhos de jornais do Rio de Janeiro e São Paulo, quando me deparo com uma foto no Megazine, um tablóide do Globo para os teens. Numa produção de moda voltada para as garotas, cada estilo (zen, chique, casual e aventureira) tinha um livro específico. E não é que este "Guia do Mochileiro das Galáxias" estava lá compondo o visual? Ainda olhei várias vezes para conferir que o livro é realmente o que eu buscava em sebos e livrarias desde 1987, quando eu conheci a obra de Douglas Adams. Na época, a edição era da saudosa Brasiliense e se esgotou rapidamente. Li porque um amigo me emprestou, mas depois adquiri os outros três volumes, na esperança de que o livro inicial fosse relançado. Nunca mais foi. No Abril Pro Rock, um cara que vendia publicações fora de mercado me disse que talvez conseguisse, mas iria custar caro, em torno de R$ 60,00 o primeiro volume.

Pois a editora Sextante vai relançar Douglas Adams e já colocou nas livrarias o "Guia do Mochileiro das Galáxias", que pode ser encontrado por R$ 19,90. Até o final do ano devem sair "O Restaurante do Fim do Universo", "A Vida, O Universo e Tudo Mais" e "Até Mais e Obrigado Pelos Peixes!". Para quem gosta de ficção científica e humor sarcástico, o escritor inglês é indispensável. Esta série, na verdade, surgiu como um programa de rádio, depois vendeu muito em fitas cassete e até virou programa de TV. Douglas Adams morreu aos 49 anos, em 2001, e foi camarada do pessoal do Monty Python. 

O que é o livro? É a saga de Arthur Dent, um inglês que é salvo da destruição da Terra por Ford Prefect, um alienígena de Beteguelse que se passava por ator desempregado. As bizarrices de uma viagem forçada e de carona pelos recantos mais absurdos do universo visa responder a questões fundamentais: "de onde viemos? por que estamos aqui? para onde vamos? onde vamos almoçar hoje?". Cada página é uma risada garantida, mas não daquele humor fácil, apelativo. É para se pensar. Porque nós, humanos, somos engraçados mesmo...



Escrito por goethe às 00h25
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eu não sei dizer nada por dizer

"Maquiagem carregada, voz aguda. O contraste apresentado por Ney Matogrosso era intencional dentro da proposta do Secos & Molhados, o trio que tomou de assalto o Brasil da repressão no início dos anos 70. O casamento entre Ney, João Ricardo e Gerson Conrad só durou apenas dois discos. Mas que discos. Sobreviveram ao tempo porque mantêm sua qualidade como música e poesia. A literatura, aliás, era presença constante, com obras musicadas de Manuel Bandeira (“Rondó do Capitão”), Antonio Nobre (“As Andorinhas”) e Vinícius de Moraes (“Rosa de Hiroshima”). Este disco reúne, num volume só, as duas obras originais dos Secos & Molhados. A compilação foi produzida pelo titã Charles Gavin, utilizando as fitas originais. Este realmente é item obrigatório. Tenha em casa o seu."

Resgatei este texto do lotta continua só para informar aos interessados de que este disco encontra-se à disposição, nos tabuleiros das Lojas Americanas, por módicos R$ 9,90. Informou o serviço de utilidade pública.



Escrito por goethe às 17h50
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mais disquinhos lançados na rede

Confira a nova seleção em http://lottacontinua.zip.net



Escrito por goethe às 15h33
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rádio fiteiro em tempo de cinema

Depois de muita procura, finalmente consegui a trilha sonora do filme de Sofia Coppola, "Lost In Translation". Quem já teve o prazer de assistir sabe que a música tem papel fundamental na história. A surpresa é descobrir uma faixa escondida com Bill Murray cantando "More Than This", em clima de karaokê. Não esqueço também a cara dele quando perdeu o Oscar. Era sua grande chance. Mas outros filmes virão. Como esse, no entanto, não.

MORE THAN THIS

(ROXY MUSIC)

I could feel at the time
There was no way of knowing
Fallen leaves in the night
Who can say where they're blowing
As free as the wind
And hopefully learning
Why the sea on the tide
Has no way of turning

More than this - there is nothing
More than this - tell me one thing
More than this - there is nothing

It was fun for a while
There was no way of knowing
Like a dream in the night
Who can say where we're going
No care in the world
Maybe I'm learning
Why the sea on the tide
Has no way of turning



Escrito por goethe às 14h58
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é cesta em pleno sábado

E eis que a bola laranja subiu ontem à tarde. Foram nove pessoas, o suficiente para reativar o basquete semanal. Joguinho foi bom, com algumas jogadas de efeito. Fiz uma cesta de três pontos bonita, mas estava mais passando a bola mesmo. Com futebol às quartas e basquete aos sábados, vai ser mais fácil manter a forma. Resta só reduzir a bebida e moderar o apetite. Mas aí é jogo duro.



Escrito por goethe às 14h42
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hey, mister dj! (quase em tempo real)

Missão cumprida. Não foi como eu esperava, mas o resultado foi bom. Sabia que conhecia parte do pessoal que iria para festa, mas a maioria não tinha a maior idéia. Sabia apenas que era formada por jovens (você começa a se sentir velho quando se exclui automaticamente deste grupo). Cheguei no London Pub por volta das 22h para sacar o ambiente. Tinha o DJ residente da casa, colocando aquelas músicas que deixam a gente conversar. Por volta das 23h30, chega o primeiro "dj" convidado pelas aniversariantes. O set é teen: tem Cristina Aguilera, Britney Spears e muita Madonna. Eu só entro por volta da 1h. Na substituição, toda minha programação prévia vai pro beleléu. Pretendia colocar uma quase vinheta, um trecho do disco do Mamelo Sound System, faixa sete, "Fitagem", para depois iniciar o show. Tive que entrar de sola, antes que a última música do "dj" anterior acabasse. Escolhi Ed Motta, "Vamos Dançar", emendei com "Meu País", de Câmbio Negro e "Nem Vem Que Não Tem", uma versão remix de DJ Patife de um sucesso antigo de Wilson Simonal. Foram as primeiras músicas em português da noite. Joguei umas velharias e umas coisas novas, fiquei satisfeito em ver o pessoal dançar, não apenas os amigos. Aí então o dono do equipamento, às 2h15, pede para tocar. O que eu posso fazer, como bom canceriano? Cedo o lugar sem contestar. O som a seguir não é nada original, mas coincidentemente as pessoas começam a pagar a conta e ir embora. Recebi elogios de amigos e de estranhos, até de estrangeiros. Ou melhor, de uma irlandesa (do Norte, Belfast), que queria ouvir "I Will Survive" de qualquer jeito. A versão do Cake saciou a vontade dela. A minha fome foi detonada solitariamente na Cantina Star, um dos poucos restaurantes do Recife que funcionam em plena madrugada. Só como menção histórica, a Cantina Star foi o local onde Alceu Valença e Geraldo Azevedo se conheceram, no final da década de 60. Onde José Wilker, vindo do Ceará, certamente se satisfazia com o filé servido por lá. Tomei metade de uma cerveja de 600 ml e estou aqui, reportando tudo quase em tempo real. A festa foi boa. O "dj " agradece a quem acreditou nele, mesmo à distância. Que venham outras festas como esta.



Escrito por goethe às 03h38
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som na caixa e um extintor por perto

Hoje tem festa-baile. Fui convidado para colocar som na festa de aniversário de uma amiga. Aliás, são três que ficam mais velhas e dois dublês de dj's. A relação abaixo representa algumas das músicas que incorporei ao repertório nesta semana. Sem contar as nacionais. Devo me basear nelas para fazer o setlist, mas estou preparado para mudar em cima do lance, atendendo ao perfil do público. A caixinha está pronta. É só apertar play.

 

Hey Ya Ganja Remix (Wayne Marshall) 2:01

Satisfaction/Stones (Benny Benassi) 7:37

The Megawave Remix 80's (DJ Grego) 6:04

I Will Survive (Cake) 5:10

Mr. Vain (Culture Beat) 6:03

Emerge (FischerSpooner) 4:46

Sinnerman (Nina Simone/Felix da Housecat) 4:36

Always On My Mind (Pet Shop Boys) 3:55

Turn Your Lights Down Low (Lauryn Hill/Bob Marley) 4:02

Have You Ever Seen The Rain? (Creedence) 2:39

Dancing Queen (Abba Remix) 6:33

Happy (Square Heads) 3:59

Medley 70’s (Stars of 45) 5:16

Alright (Supergrass) 3:01

You Are My Number One (Smash Mouth) 2:31

Space Cowboy (Jamiroquai) 7:51

Walk Like a Egipcian (Bangles) 3:21

Where This Love? (Black Eyed Peas) 3:47

Sympathy For The Devil (Stones/Fatboy Slim) 4:15

The New Pollution (Beck) 3:39

Electrolatino (Señor Coconut) 4:10

Here Comes Your Man (Pixies) 3:21



Escrito por goethe às 05h44
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frase para uma madrugada chuvosa

"Gosto de chuva. Lava as sarjetas da alma"

(No Brasil, "Sonhos de um Sedutor". Só vendo o filme para entender o contexto)



Escrito por goethe às 00h55
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mantendo o equilíbrio...

... na vida e no futebol!

atualização tardia: mais uma vez joguei mal, mas na última das peladas, debaixo de chuva, consegui fazer dois gols, um driblando o goleiro. Todos estavam cansados, mas o que vale é bola na rede. Nem ia postar isso, mas neguinho lá soltou gracinha dizendo que finalmente arrumei um tema para o blog. Pois arrumei mesmo. Que bonito é...



Escrito por goethe às 19h24
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da série: pequenas listas pessoais

AGRADÁVEIS BARULHOS

ovos sendo fritos na manteiga

embalagem plástica retirada lentamente de CDs e DVDs

página de livro virada pelo vento

risadinha do icq que você sabe que é da pessoa esperada

apito da máquina de ponto avisando que o trabalho do dia terminou



Escrito por goethe às 19h15
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não é tão terrível assim (parte um)

Na sala, apenas cinco almas, incluindo a minha. Seis da tarde de uma terça-feira  (valeu, marina, pela correção do dia) é um horário impróprio para muita gente ir ao cinema. Como um dos poucos privilegiados mas sem muita opção, escolhi “Van Helsing” na semana em “Tróia” monopoliza as atenções. Não quero assistir ao arroz à grega do filme de Brad Pitt. Preferi conferir os efeitos especiais da nova obra de Steven Sommers, o mesmo diretor de “A Múmia”. O cara gosta mesmo de aberrações. Neste filme, Hugh Jackman (o Wolverine de “X-Men”) encarna o papel de matador de vampiros. Aliás, não só de homens-morcegos, mas de lobisomens e até de criações literárias como Frankenstein e doutor Hyde. Mesmo assim, o filme não é nenhuma monstruosidade. Cumpre o seu papel de divertir. E não é só Tarantino que gosta de citações. Além dos efeitos especiais, Sommers brinca com outros elementos cinematográficos, não apenas do universo do terror. Quem der uma conferida vai perceber. De Hulk a Guerra nas Estrelas, passando pelo próprio X-Men, o Nome da Rosa, James Bond e até Senhor dos Anéis. Entre mortos e feridos, sobrevivem alguns poucos. Entre eles, minha consciência de não ter gasto R$ 10,00 em vão.



Escrito por goethe às 03h27
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não é tão terrível assim (parte dois)

Assistir a “Van Helsing” na telona serve também para matar a saudade dos filmes de terror vistos na infância, quando o medo impedia a gente de dormir depois de encarar o vampiro. Agora estes tesouros estão disponíveis em DVD, a preços de levantar do caixão.

 

 

Clássico mesmo é este “Drácula”, não apenas pela data de produção, 1931, mas pela atuação de Bela Lugosi como o homem das trevas. Esta versão em DVD resgata a bela imagem em preto-e-branco e traz uma nova trilha sonora, criada por Philip Glass e executada pelo Kronos Quartet. Entre os extras , um excelente documentário onde ficamos sabendo que esta edição lançada nos Estados Unidos também trazia a versão em espanhol do filme. Segundo os especialistas, os dois filmes foram rodados simultaneamente, utilizando os mesmos cenários, para serem lançados no mercado e gerar mais lucro. Pelo que o documentário mostra, a versão em espanhol seria mais criativa, Isto sim é que aberração, cortar uma preciosidade sem justificativa. É para soltar os cachorros.

 

Este filme clássico, “O Vampiro da Noite – Horror of Dracula”, data de 1958 e uma produção da Hammer, empresa londrina que resolveu apostar no filão do terror quando este segmento estava em baixa. É a primeira aparição de Cristopher Lee no papel que o consagrou. Van Helsing é defendido por Peter Cushing. Hoje assusta menos, mas ainda diverte. Principalmente pelas cenas iniciais, a da chegada da carruagem no castelo. E pelos decotes generosos das vampiretes.

 

Da mesma Hammer, mas um ano antes, foi lançado este "A Maldição de Frankenstein- Curse of Frankenstein", com os mesmo atores nos papéis principais, sendo Cushing o barão e Lee o monstro. Hoje ficou trash, mas tem valor histórico e sentimental. O enredo de Mary Shelley até que é respeitado, mas o visual, principalmente do laboratório, com luzes piscando numa época em que não havia eletricidade corrente, é risível. Este filme foi, por muito tempo, o mais rentável já produzido por um estúdio inglês e gerou muitos filhotes do gênero.



Escrito por goethe às 02h41
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eu acredito em anjos...

... principalmente quando pagam a conta!



Escrito por goethe às 23h52
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Ele não lê o The New York Times

Na minha visita diária aos sites de informação acabo de ler que George W. Bush afirma que não procura saber o que é divulgado sobre seu governo nos jornais e nos noticiários de TV. Com ele, o piti que Lula deu por causa da reportagem do The New York Times não aconteceria. Como a foto acima mostra, a formação intelectual de Bush é bem maior.



Escrito por goethe às 19h07
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rádio fiteiro volta depois do intervalo

SUBSTITUTE

(The Who)

You think we look pretty good together
You think my shoes are made of leather

But I'm a substitute for another guy
I look pretty tall but my heels are high
The simple things you see are all complicated
I look pretty young, but I'm just back-dated, yeah

Substitute your lies for fact
I can see right through your plastic mac
I look all white, but my dad was black
My fine linen suit is really made out of sack

I was born with a plastic spoon in my mouth
The north side of my town faced east, and the east was facing south
And now you dare to look me in the eye
Those crocodile tears are what you cry
It's a genuine problem, you won't try
To work it out at all you just pass it by, pass it by

Substitute me for him
Substitute my coke for gin
Substitute you for my mum
At least I'll get my washing done



Escrito por goethe às 18h51
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mais novidades para os fiéis leitores

O blog semanal já está com novo estoque...

http://lottacontinua.zip.net



Escrito por goethe às 15h24
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leitura para um domingo ensolarado

 

O RONDA-DEFUNTOS

 

Às vezes, o Ronda-defuntos aparece em bares ou cafés. Conhecem-no há anos, mas não vai lá com muita freqüência. Quando não é visto durante alguns meses, recordam-se dele com leve apreensão. Sempre traz consigo a sacola de alguma companhia aérea, da Air France ou da BEA. Parece que viaja muito, já que some por tanto tempo. O modo como ressurge não muda nunca. Apresenta-se e, com ar grave, conserva-se no limiar da porta. Inspeciona o ambiente, em busca de conhecidos. Depois de avistar um deles, acerca-se cerimoniosamente, cumprimenta-o, estaca, emudece, antes de dizer em voz lamurienta, um tanto cantante: “Já ouviu a última? N.N. faleceu!”. O assim apostrafado assusta-se, pois não sabia de nada. O Ronda-defuntos veio de traje preto, o somente se nota quando se recebe o seguinte aviso: “O enterro será amanhã”. Transmite então o convite para o velório, explica onde se realiza, e fornece detalhadas, exatas indicações. “Compareça!”, acrescenta. “Você não se arrependerá”.

Feito isso, senta-se, pede qualquer bebida, dirige um brinde ao interlocutor, profere mais algumas palavras, sem jamais revelar onde esteve nem que planos tem, levanta-se, encaminha-se à porta, a passo solene. Lá, se volta mais uma vez para dizer: “Amanhã às onze!” e desaparece.

Assim vai de um estabelecimento a outro, à cata de pessoas que também conheciam o defunto. Certifica-se de que não sejam apenas poucos. Transmite-lhes suas ganas fúnebres, convidando-os com tamanha insistência que muitos que jamais teriam pensado em ir acedem com temor à próxima mensagem do Ronda-defuntos, que talvez se refira a eles mesmos.



Escrito por goethe às 14h13
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da série: meu sonho de consumo



Escrito por goethe às 03h18
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embalos de sábado à noite



Escrito por goethe às 18h59
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the blues is on the table

Desta vez a atração do Downtown na quinta-feira de blues foi o norte-americano Donny Nichillos. Ele é o tecladista da banda de Santana, o mexicano que incendiou Woodstock e que hoje faz discos com parcerias para ver se lavanta algum trocado. O local não estava cheio, até porque R$ 15,00 de entrada não era convidativo. Eu mesmo só fui porque ganhei ingresso. O cara é bom, inclusive porque toca gaita e apresentou um repertório baseado nos grandes Muddy Waters e B.B. King. O mais interessante foi ver a Uptown Band dar conta do recado, como já aconteceu com outros convidados, como Nuno Mindelis e Celso Blues Boy. Nichillos estava tão solto que até aproveitou para soltar umas frases em português, do tipo "recife é prazer". Por isso que meu amigo André aproveitou para soltar a frase que usei, com a devida permissão, para dar título a este post.   



Escrito por goethe às 03h52
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arrependei-vos, irmãos

Saio do trabalho, vou para a pelada das quartas, jogo pouco mais de uma hora de um ruim futebol, vou depois para um lugar chamado Mad Pub, conferir um show de uma banda chamada Rock de Saia, são três meninas e um violão com direito a revival dos anos 80, bebo quatro Skol Beats, chego em casa para descansar um pouco e na TV Globo está passando o final do filme Jesus Cristo Superstar. Será algum sinal?



Escrito por goethe às 03h18
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em salvador... dali

Começaram as festividades do centenário de nascimento de Salvador Dalí. O surrealista que não rasgava dinheiro. Muito pelo contrário, sua mulher Gala fez com que ele passasse a comer, se vestir melhor e aparecer mais na mídia. Paula Lavigne fez a mesma coisa com Caetano, mas estamos falando do pintor. O trabalho de Dalí é agradável aos olhos. E se alguém está interessado em conferir sua obra, aproveito para indicar um site que traz todas as suas pinturas e de muitos outros artistas. Dê um clique e confira: http://www.artchive.com



Escrito por goethe às 19h55
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a saideira de lula

E "El Presidente" bem que podia não ter feito a besteira em cancelar visto de jornalista que fala que ele gosta de tomar umas e outras. Retaliação mesmo seria cancelar a assinatura do jornal.



Escrito por goethe às 19h44
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i wanna be your man

Que Lennon, McCartney e Harrison que nada. A alma dos Beatles chama-se Starr. É o que se pode perceber neste DVD que mostra, de forma bastante inusitada, os bastidores da primeira visita do quarteto fantástico aos Estados Unidos, com direito a apresentações em três domingos no programa do Ed Sullivan. É engraçado notar como cada personalidade já está delineada e não é armação do Epstein. John é o sarcástico e suas respostas em coletivas de imprensa são o sumo do humor inglês. Paul mostra-se preocupado com a sua imagem e dos colegas, além de se apresentar como o ser pensante, sempre com um radinho de pilha para captar as músicas do grupo. George é o recatado que às vezes se solta, fazendo força para se comportar como os demais. Já Ringo é bandalheira, o cara que brinca com todo mundo, que supera o cansaço de uma viagem de trem para conversar com uma menininha, tirar onda com os fotógrafos e fazer os outros três rirem quando a situação esquenta. O elemento agregador em qualquer grupo, porque não quer se destacar, apenas fazer parte. As cenas do show em Washington, num palco minúsculo, são maravilhosas por demonstrar isso. A bateria está num estrado minúsculo e capenga. A cada música, é necessário girar o troço porque o show é num ginásio. Ringo se preocupa um pouco, mas quando começa a música já está em outra. E quando canta "I Wanna Be Your Man" com o microfone entre as pernas mostra que vai ser apenas um baterista na vida. Mas o que importa? Esteve sempre atrás no palco mas sempre um passo à frente no modo de ver as coisas. Tanto que até hoje está bem vivo para contar.



Escrito por goethe às 01h32
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ladys and gentlemen...

Este disco era para figurar no lotta continua, mas estou tão satisfeito com ele que resolvi colocá-lo no fiteiro. Explico. Foi totalmente por acaso. Ontem estava de folga e acabei tirando o atraso de cinema (fui a dois filmes e as "críticas" estão logo abaixo). No intervalo, andei por lojas de discos. Estava procurando uma coisa e achei o Sammy Davis Jr. de bobeira. Mais uma pechincha, R$ 9,90 por esta gravação de um show de 1963. O integrante do Rat Pack (grupinho formado por Sinatra e Dean Martin, entre outros) estava em forma. Parece que você está na platéia conferindo a performance do narigudo. E ele mostra todo seu poderio em medleys do filme "West Side Story" e de canções de Cole Porter. O mais sensacional fica pro final. Em "Rock-a-bye Your Baby With a Dixie Melody" ele imita perfeitamente os amigos Sinatra e Martin, além de outros cantores como Nat King Cole, Tony Bennett e atores como Humphrey Bogart. É de espantar. Sem contar que o disco vem com um encarte como deve ser. Cheio de informações e dados técnicos. Welcome, Sammy.



Escrito por goethe às 03h11
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por la carretera

Soy loco por ti, America. Ainda mais depois deste filme do Walter Salles sobre o pré-Che. El nombre del hombre muerto. Com seu amigo argentino, Guevara cruza o continente. Estou aqui de passagem. Numa velha moto, La Poderosa, conseguem chegar até o Chile. Sei que um dia ainda vou morrer. Depois seguem caminho a pé ou de carona. De susto, de bala ou vício. No Peru, o Ernesto completa a sua educação revolucionária. El nombre del hombre es pueblo. O resto é história.

Esta breve sinopse é para ressaltar a importância da música neste simpático filme. Um road movie pelas carreteras latinas. Uma boa supresa. O tempo passa logo nesta nostalgia de um sonho possível. Tecnicamente, a película tem boa fotografia e bom figurino. E como em Central do Brasil, el pueblo faz a diferença. Mostrando gente como a gente é que Salles se garante. Mesmo nunca tendo sido um de nós. Que mais posso dizer? Que comprarei o disco, com certeza. Soy loco por ti de amores.



Escrito por goethe às 02h56
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comentários cortantes a respeito de kill bill

1) Com este filme, Tarantino merece a reputação que tem.

2) Pena que seja um filme com desenho animado e não o contrário.

3) História é apenas um detalhe, os figurinos são ótimos. E as citações também.

4) O diretor é um bom vendedor de discos.

5) É o tipo de filme que os amigos cabeça cortarão a sua se você disser que não gostou.

6) É tanta violência que até a fita foi partida em duas. Pena que o meu ingresso foi inteiro.



Escrito por goethe às 02h45
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reclame do fiteiro

Olha aí, pessoal, as novidades do lotta!

http://lottacontinua.zip.net



Escrito por goethe às 23h31
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atrapalho no trabalho

Ainda não descobri o problema. Não consigo mais visualizar as imagens nos blogs e muito menos os comentários deixados quando utilizo o meu computador pessoal. O estranho é que as outras páginas da internet estão normais. Somente hoje é que eu pude conferir o que foi deixado no fiteiro e no lotta pelos visitantes, isto porque estou usando outro micro. Uma prova de que a questão é localizada. Elementar.  



Escrito por goethe às 17h04
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um clique e o mundo se revela

Logo mais à tarde, em pleno domingo, eu volto ao trabalho. Pelo menos vou ter tempo para passar na avenida Guararapes e tentar garimpar mais publicações com fotografias. Quem sabe eu encontre outra pechincha como a do livro especial da Life? Para trazer sorte, decidi reproduzir mais uma imagem, desta vez com o contexto histórico.

A foto acima foi feita por Cornelius Ryan, em 30 de dezembro de 1946. São dois irmãos poloneses, judeus, que estavam num barco que trazia imigrantes ilegais para a Palestina. No desembarque no porto de Haifa, eles perderam contato com os pais. Logo depois, a família foi toda reunida, mas não pôde ficar. Todos foram mandados para a ilha de Chipre. A imagem consegue mostrar, ao mesmo tempo, o medo e a esperança. Situação que se repete hoje, no mesmo local, mas com outros personagens.



Escrito por goethe às 03h31
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só se não for brasileiro nessa hora

Semana difícil, mas trabalho cumprido. E ainda deu tempo de, ontem, fazer a busca semanal em uma loja de discos em busca de novidade. Acabei encontrando uma raridade, ou melhor, um preciosidade. No conteúdo e mais ainda no preço. Acho que tenho um ímã para encontrar promoções. Paguei pouco por este disco, que na verdade reúne dois LPs dos Novos Baianos. É o que estou ouvindo agora, comemorando uma série difícil, mas recompensadora. Quem é mais íntimo profissionalmente sabe do que estou falando.

"e no mais

tudo na mais

perfeita paz

sendo que eu assumo isso

mesmo quando se diz

que já acabou

ainda quero morrer de amor

...

ao menos leve uma certeza

você me deixa doido

mas só me deixará doido

porque isso sou, isso já sou"

(VAGABUNDO NÃO É FÁCIL)

E tenho dito...



Escrito por goethe às 02h09
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pra quem ainda não sabe



Escrito por goethe às 01h24
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da série: queria ter feito esta música

MY EYES

(Laurie Anderson)

 

Sometimes I wish I hadn't gotten that tattoo

Sometimes I wish I'd married you

One hundred fires/One hundred days

Sometimes I feel like a stranger/Sometimes I tell lies

Sometimes I act like a monkey/Here come the night

 

And then kerjillions of stars start to shine

And icy comets go whizzing by

And everything's shaking/With a strange delight

And here it is: the enormous night

And my eyes/They're lookin all around

And my feet I'm upside down

 

If I were the president/If I were Queen for a day

I'd give the ugly people all the money

I'd re-write the Book of Love/I'd make it funny

Wheel of fortune/Wheel of fame

Two hundred forty million voices

Two hundred forty million names

 

And then kerjillions of stars...



Escrito por goethe às 02h04
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eu e quintana, na madrugada

Eu juro que tento dormir mais cedo. Mas não consigo. Na madrugada de ontem até que parecia que era a hora. Mas aí bastou ver na TV que ia começar um documentário sobre Mário Quintana que meus olhos se arregalaram. O velhinho de Alegrete é a minha maior influência literária. Meus hai-kais e poeminhas são descaradamente baseados no estilo dele. E aí foi uma maravilha vê-lo declamando suas obras. De lembrar que um livro dele, o "Caderno H", continua sendo quase uma bíblia de tanto manuseio. Quando terminou e eu vi o relógio, eram quatro da manhã. Dormi pouco, mas dormi feliz. Quintana era um insone? Por este poema, façam suas apostas...

 

O MORTO

eu estava dormindo e me acordaram
e me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
e quando eu começava a compreendê-lo
um pouco,
já eram horas de dormir de novo!

 

Apontamentos de História Sobrenatural



Escrito por goethe às 01h45
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um livro é apenas um livro

Sebastián, Cecilia

...Porém às vezes se encontram livros com ruídos, livros com voz, livros com alma, livros com vida; livros que são teias de aranha de palavras impalpáveis nas quais as palavras são ao mesmo tempo teia, aranha, e mosca debatendo-se na teia...

Livros que andam sozinhos e de noite trocam de lugar nas prateleiras das estantes, ou que se abrem e deixam escapar nuvens de personagens como insetos de asas translúcidas, feéricos enxames múltiplos com trombetas de prata que saem dos conteúdos espantosos, que fogem por entre as capas simples e as de encadernação rústica ou dos íncunábulos ou dos eizevirianos ou dos capítulos insertos em revistas semanais. E é a misturada, o maravilhoso entrevero, a confusão heterogênea de heróis e fadas, de guerrilheiros e burocratas, de trânsfugas e cidadãos. 

É claro, é claro: existem livros com fantasmas e com seres humanos, livros que são a Verdade e a Vida, livros com palavras inteiras, inteirinhas, cheias de si mesmas e dentro delas mesmas, dentro de sua carapaça de coleópteros, todas borbulhentas de seu próprio sangue e de seu próprio som e além disso intimamente apegadas ao que querem dizer. Ou sendo o que querem dizer. E tudo isso que é muito e muito bonito, é também muito e muito terrível...

Mas você tem razão, Cecilia; as palavras estão cansadas. Seria preciso deixá-las dormir, tecer-lhes um casulo de seda e escondê-las em qualquer lugar, numa caixa de sapatos, num estojo velho, num jarro ou num papel bem dobradínho e enfiado numa jaula para que não escapem, para que não voem, para que cantem se têm vontade e se não, não.

(página 192)



Escrito por goethe às 01h42
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jogando de beque na pelada de ontem

Soy un perdedor, I'm a loser baby so why don't you kill me
I can't believe it
Soy un perdedor, I'm a loser baby so why don't you kill me
Soy un perdedor, I'm a loser baby so why don't you kill me
Sprechen sie deutsch, baby
Soy un perdedor, I'm a loser baby so why don't you kill me
You know what I'm sayin'



Escrito por goethe às 00h41
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belezas em meu entendimento

Em perseguir-me, Mundo, que interessas?

Em que te ofendo, quando só intento

Pôr belezas em meu entendimento,

Não meu entendimento nas belezas?

 

Eu não amo tesouro nem riquezas;

E assim há sempre mais contentamento

Em mui riquezas pôr no pensamento

Que pôr meu pensamento nas riquezas.

 

Não estimo a formosura que, vencida,

É despojo mundano das idades,

Nem riqueza me agrada fementida,

 

Vendo como melhor e por verdades,