um sapo e uma porca na hora da refeição


Se a memória não falha, o programa era transmitido nas manhãs de sábado. Os bonecos do Jim Henson eram uma mistura de doce humor infantil com pitadas de ácida mordacidade adulta. Bem adequados para o almoço que era servido logo depois do jornal local. Acabei esbarrando nesta caixa de 4 DVDs bem nesta hora e não resisti quando vi o menu. São 24 episódios, mais de oito horas de Caco, Miss Piggy e toda a turma. Acabei confirmando que me transformei, na prática, num daqueles velhinhos do camarote, falando de tudo e de todos. Não se pode duvidar do acaso.
* Aos poucos e fiéis leitores: a demora na atualização do blog tem relação direta com Fidel Castro. Passei as duas últimas semanas lendo biografias e livros sobre o comandante (para uns) e ditador (para outros) cubano. Agora é esperar.
Escrito por goethe às 10h37
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anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar


O TUCANO DA VARIG
A primeira vez que vi um tucano ao vivo e em cores foi no telhado da casa de nosso vizinho, seu Anselmo. Ele criava um tucano, que vivia solto, pulando de galho em galho, escolhendo frutas maduras e sementes no quintal. O tucano era manso, mas ninguém conseguia pegá-lo. O tucano de seu Anselmo era muito lindo, colorido e divertido. Ele fazia a alegria da meninada na Rua Rio Verde. Mas eis que um dia um tucano surgiu na televisão. Era um tucano tão bacana quanto aquele de seu Anselmo. Era o tucano da Varig. Um tucano turista, com óculos escuros, máquina de retrato a tiracolo e uma camisa colorida como se fosse um turista americano. A cada semana o tucano da Varig aparecia num Estado: Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo... E quando apareceu em Minas, sobrevoando as cidades históricas, vibramos. O tucano da Varig se adaptava rapidamente aos sotaques de cada região. Dizia "uai" em Minas, "tchê" no Rio Grande do Norte e "ô xente!" na Bahia. Um dia, ele bateu asas e voou, desapareceu para sempre. Morreu de velho ou foi apreendido pelo Ibama, ninguém sabe.
PÁGINA 101
Nestes tempos de internet, o mercado editorial descobriu o poder de venda dos almanaques. Tem para todos os gostos e, principalmente, idades. O Mundo Acabou!, livro recém-chegado às prateleiras, poderia se encaixar nesta categoria por causa da variedade de temas (ou verbetes). Prefiro colocá-lo no setor de biografias. Através de lembranças de objetos, guloseimas, programas de rádio e TV e anúncios, Alberto Villas traça, em 306 páginas e ajudado por um magnífico projeto gráfico, um painel do que foi o Brasil há apenas algumas décadas. Um excelente presente para os pais. E para o país.
* Este post é dedicado ao Bera
Escrito por goethe às 13h04
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